Colômbia apresenta quinta provas sobre chefes guerrilheiros na Venezuela

Bogotá diz ter evidências que líderes das Farc e do ELN estão no país vizinho; Caracas nega

Efe

19 de julho de 2010 | 15h59

BOGOTÁ - O governo da Colômbia assegurou nesta segunda-feira, 19, que apresentará à Organização dos Estados Americanos (OEA) evidências "claríssimas e recentes" da presença de chefes guerrilheiros na Venezuela em uma sessão pública programada para a quinta.

 

"É contundente a evidência, é claríssima e recente", explicou o ministro da Defesa, Gabriel Silva, ao fim de uma reunião em Bogotá com o embaixador da Colômbia na OEA, Luis Alfonso Hoyos, convocada para examinar as provas que serão expostas ante o órgão.

 

Segundo Silva, essas provas não são "coisa do passado" e demonstram a presença de chefes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército da Libertação Nacional (ELN) são uma "ameaça permanente" para seu país.

 

O anúncio da existência dessas provas, feito pelo governo colombiano na semana passada, foi questionado por veículos de comunicação, analistas e políticos, que afirmam que as evidências sobre a presença dos guerrilheiros na Venezuela não são novas.

 

Além disso, o governo está sendo criticado por ter feito o anúncio em um momento próximo à posse do presidente eleito na Colômbia, Juan Manuel Santos, que mostrou-se disposto a trabalhar pela normalização das relações diplomáticas com a Venezuela. Santos assume a presidência no próximo dia 7 de agosto.

 

Após as denúncias, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convocou seu embaixador na Colômbia, Gustavo Márquez, para reuniões. Chávez rejeitou as acusações e disse que o anúncio é uma "tentativa desesperada" de minar a eventual normalização das estremecidas relações diplomáticas entre os países.

 

As relações entre Bogotá e Caracas estão congeladas desde 28 de julho de 2009 por decisão do presidente venezuelano após a acusações colombianas de que haveria um suposto desvio de armas da Venezuela para as Farc. Chávez disse que tais alegações são "irresponsáveis".

 

As tensões aumentaram em outubro de 2009, quando a Colômbia assinou um acordo com os EUA que permite que os americanos utilizem instalações militares no território colombiano para combater o narcotráfico e o terrorismo. Chávez se opõe contundentemente ao acordo, principalmente por autorizar os soldados americanos a atuar tão perto de seu país.

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