Colômbia aprova lei que eleva patente de militares sequestrados

O Congresso da Colômbia aprovou uma lei que autoriza a elevação da patente de homens das Forças Armas sequestrados pela guerrilha esquerdista, uma norma que lhes permite melhorar suas condições econômicas, informaram nesta quinta-feira fontes parlamentares. Após um processo de vários meses, o Congresso autorizou a lei que deverá ser sancionada pelo presidente Álvaro Uribe. Atualmente, 26 homens do Exército cololmbiano e da Polícia Nacional permanecem sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que pretende soltá-los, assim como os políticos também mantidos em cativeiro, em troca da liberação de milhares de guerrilheiros presos. Alguns dos homens do Exércio estão sob o controle das Farc há mas de 10 anos no meio da selva, vivendo em condições subumanas, segundo relatos das cartas enviadas para as famílias dos reféns no começo deste ano, como prova de que estão vivos. "Acreditamos que este é um ato de justiça com os soldados que, em alguns casos, completam mais de dez anos presos na selva", disse a parlamentar Lucero Cortés, autora do projeto de lei. "Nós constatamos que aqueles que estão livres atingem sua promoção ao longo do tempo, enquanto os que estão na condição de sequestrados não têm esse privilégio", acrescentou. Um dos oficiais que se beneficiará com a nova lei será o coronel da polícia Luiz Mendieta, que avançará para o grau de general, assim como tenentes que serão promovidos à cargos maiores. Mendieta foi sequestrado em novembro de 1998 durante um sangrento assalto do guerrilha na cidade de Mitú. "Agora meu marido será reconhecido como general. Isso lhe dará mais forças para resistir porque quando se tem a carreira militar, o seu sonho é subir para um grau superior. Para ele e para nós como família será satisfatório", disse Maria Teresa Mendieta, casada com Mendieta. A lei aprovada estabelece que "as vítimas do sequestro terão sua patente elevada imediatamente a um grau superior ao que tinha quando foram sequestrados, à medida que cumpram o tempo mínimo para avançar de nível". A lei também beneficia os 11 militares resgatados das Farc em julho pelo Exército, quando também foi libertada a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três norte-americanos, (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.