Colômbia assume erro em sobrevoar área de soltura de reféns

Jornalista havia denunciado que medida quase suspendeu libertações das Farc; Defesa fala em 'erro de boa fé'

Agências internacionais,

06 de fevereiro de 2009 | 17h21

O governo colombiano considerou nesta sexta-feira, 6, "um erro de boa fé" o voo de aviões militares sobre a região do sul do país quando eram libertados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) quatro uniformizados. Em comunicado, o Ministério da Defesa disse que em reunião prévia com delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e altos comandantes foi decidida a suspensão de operações militares nessa região do departamento do Caquetá.   Veja também: Chávez diz que abriu caminho para soltura de reféns das Farc Ex-refém das Farc diz que pensou em suicídio no cativeiro Itamaraty parabeniza Colômbia por sucesso no resgate Cronologia dos sequestrados das Farc Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região   Jornalistas analisam participação do Brasil    Além disso, acrescentou a Defesa, "ficou decidido que não se permitiria nenhum voo de até 20.000 pés diferente ao dos dois helicópteros do Brasil no espaço aéreo da área". Um repórter que acompanhou a missão humanitária que resgatou quatro reféns sob poder das Farc no domingo disse que na ocasião o exército colombiano interveio e atrasou a libertação.   O jornalista Jorge Enrique Botero disse que a missão da Cruz Vermelha Internacional, que seguia em helicóptero emprestado pelo Exército brasileiro, foi acossada por aeronaves militares. "Essa perseguição foi ordenada por comandantes militares. A operação esteve basicamente a ponto de ser abortada", contou ele no domingo.   Na segunda-feira, o presidente colombiano Álvaro Uribe assegurou que não houve operações militares ofensivas durante a libertação e acrescentou que o governo cumpriu "com o oferecido."

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