Colômbia captura paramilitar acusado de massacre de 69 pessoas

Luis Francisco Robles enfrentava 12 ordens de prisão e 25 investigações por homicídio agravado

Reuters

31 de agosto de 2010 | 09h59

BOGOTÁ - Um ex-líder paramilitar colombiano acusado de ter participado do massacre de 69 camponeses em uma fazenda no norte da Colômbia foi capturado na segunda-feira por agentes do centro de inteligência do país, informaram autoridades nesta terça-feira, 31. O acusado estava foragido havia vários anos.

 

O diretor do Departamento Administrativo de Segurança, Felipe Muñoz, disse que a captura de Luis Francisco Robles, conhecido como "Amaury", ocorreu em uma zona rural do município de Astrea (departamento de Cesar), ao norte do país.

 

Sobre Robles estavam vigentes 12 ordens de prisão e 25 investigações por homicídio agravado, homicídio múltiplo, furto qualificado, recrutamento ilícito, deslocamento forçado e porte ilegal de armas de uso particular das Forças Armadas, entre outros delitos.

 

"Amaury", um ex-militar que pertenceu às Forças Especiais do Exército, se uniu aos esquadrões paramilitares e chegou a dirigir cerca de 250 combatentes desses grupos ilegais armados, revelou Muñoz.

 

"É o autor material e intelectual do assassinato de cinco detetives do Departamento Administrativo de Segurança, que foram torturados e assassinados em Magangué, Bolívar, em 2002", disse o diretor do órgão de segurança.

 

Segundo autoridades, Robles estaria organizando um grupo ilegal armado para dedicar-se a atividades do narcotráfico.

 

Os paramilitares são grupos armados que surgiram na década de 1980 na Colômbia, financiados por latifundiários, pecuaristas, comerciantes e narcotraficantes para defender-se dos ataques da guerrilha esquerdista.

 

Esses esquadrões, acusados de massacrar milhares de civis em sua luta contra a guerrilha, conseguiram expulsar os rebeldes esquerdistas de várias regiões do país em meio a sangrentos confrontos.

 

Em 2003, o ex-presidente Álvaro Uribe iniciou uma polêmica negociação de paz que permitiu que mais de 31 mil combatentes paramilitares entregassem as armas e se reintegrassem à vida civil.

 

Mas a maioria dos combatentes que foram acolhidos no processo voltaram posteriormente às atividades ilegais, formando grupos armados a serviço do narcotráfico.

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