Colômbia confirma morte de chefe do tráfico das Farc

Mesmo sem recuperar cadáver de Negro Acácio, Exército garante que sócio de Beira-Mar foi morto no domingo

Efe e Associated Press,

04 de setembro de 2007 | 15h15

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta terça-feira, 4, ter certeza que o guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Tomás Medina Caracas foi abatido durante uma operação na floresta amazônica no último fim de semana.   Veja Também 'Estratégia contra paras e Farc fortalece tráfico' Exército mata guerrilheiro ligado a Beira-Mar  Lula apóia mediaçãode Chávez para acordo   Conhecido como "Negro Acácio", Medina era o principal responsável pelo negócio das drogas e compra de armas das FARC. Santos destacou, no entanto, estar certo de que não será possível recuperar o corpo do guerrilheiro.   Santos reiterou que Medica Caracas, chefe da Frente número 16 das Farc foi morto durante uma ofensiva do exército colombiano com outros 14 rebeldes no último domingo. "Estamos absolutamente seguros de que Negro Acácio está morto", disse.   Santos recordou que há três meses ocorreu um fato semelhante, quando "J.J", outro líder das Farc morto em combate, e seu cadáver nunca foi encontrado pelas autoridades colombianas.   "Não acredito que recuperaremos o cadáver de Negro Acácio porque, assim como aconteceu com J.J., seria uma humilhação muito grande para a guerrilha se mostrássemos o corpo. As pessoas que estavam fora do cerco de segurança levaram o corpo do guerrilheiro, de seu operador de rádio e seu chefe de segurança", assegurou.   Santos assinalou que a certeza de que o insurgente morreu também está baseada nas comunicações interceptadas entre os membros da guerrilha, que dizem que "o chefe nos deixou".   O ministro da Defesa disse ainda que está disposto a pagar uma recompensa de US$ 850 para os informantes que colaboraram com informações que facilitaram a localização dos guerrilheiros. Segundo Santos, as coordenadas foram dadas por membros das Farc que estão decepcionados com o grupo.   O Exército colombiano afirma ainda que, no mesmo ataque em que Negro Acácio e outros 14 guerrilheiros foram mortos, uma base importante do grupo foi destruída, em que operações bélicas, de tráfico de armas e drogas eram realizadas.   A ação militar começou com um ataque aéreo na madrugada do sábado contra o acampamento da guerrilha. No domingo, tropas transportadas por helicópteros recuperaram os corpos dos 14 insurgentes mortos na ofensiva.   Sócio do traficante brasileiro Fernandinho Beira-Mar, Medina foi o primeiro guerrilheiro a ter sua extradição solicitada pelos EUA, em 2002. Sua morte foi exaltada pelo governo como uma das maiores vitórias militares do governo do presidente Álvaro Uribe - que assumiu o poder há cinco anos prometendo derrotar a guerrilha.   O anúncio da morte foi feito num momento de grande apreensão nas negociações entre as Farc e o governo colombiano a respeito da libertação de 45 reféns políticos em poder dos rebeldes. Para especialistas, porém, ainda é cedo para saber se ele irá pressionar a guerrilha a buscar uma solução negociada.

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