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Colômbia dará recompensa a guerrilheiro

A Colômbia vai pagar uma recompensamilionária a um guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionáriasda Colômbia (Farc) que matou um importante líder do grupo,anunciou na sexta-feira o ministro da Defesa, Juan ManuelSantos, dando fim a uma forte polêmica. Pedro Pablo Montoya, codinome "Rojas", deu um tiro fatal emIván Rios,um dos sete integrantes do secretariado das Farc. Foio segundo grande golpe à guerrilha. Menos de uma semana antes,morreu Raúl Reyes, outro líder importante. O governo oferecia uma recompensa de 2,6 milhões de dólarespor Ríos, o integrante mais jovem do secretariado das Farc --maior cargo de direção política e militar do grupo. Santos revelou que outras três pessoas colaboraram cominformações que permitiram às Forças Armadas do país cercar oacampamento do líder guerrilheiro. Elas também ganharão umarecompensa, mas o valor total não vai ultrapassar os 2,6milhões de dólares. "Decidimos pagar a recompensa às três fontes principaispela informação fornecida, e também pagaremos a 'Rojas"',anunciou o ministro. "Rojas" fez parte das Farc por 16 anos e diz que saiu dogrupo por causa do assédio do Exército, que os mantinhacercados, incomunicáveis e sem alimentação. Para provar que tinha mesmo matado Ríos, "Rojas" mandou amão do guerrilheiro às autoridades militares. Mais tarde,revelou o local onde estava o cadáver e entregou um computadorcom informações importantes sobre as Farc. O pagamento da recompensa virou polêmica na Colômbia.Alguns defendiam que isso estimularia o desmantelamento daguerrilha. Outros diziam que aumentaria a violência entre osgrupos armados, que matariam com o objetivo de obterrecompensas. O ministro também se referiu à recente medida do Equador dedeter pela força e julgar membros de grupos armados ou tropascolombianas que estejam em seu território de forma irregular. "Tomara que eles consigam deter a presença das Farc e degrupos terroristas, defendendo sua soberania. É sua obrigação,então não vamos nos opor às autoridades equatorianas", garantiuSantos. O ministro da Defesa também anunciou que a Colômbia vairespeitar o meridiano 82 como fronteira marítima com aNicarágua no mar do Caribe, em resposta à decisão do governo daNicarágua de declarar uma zona especial de pesca industrial até200 milhas da sua costa. A Colômbia considera que a decisão da Nicarágua viola olimite fronteiriço vigente, conforme um tratado de 1928 -- teseque o governo nicaraguense rejeita. (Reportagem de Luis Jaime Acosta) REUTERS MR

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