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Colômbia defende legitimidade de ação contra as Farc no Equador

A Colômbia defendeu nesta segunda-feiraa legitimidade de um bombardeio de suas Forças Militares contraum acampamento de integrantes das Farc no Equador, no qualmorreu o líder rebelde Raúl Reyes, e garantiu que uma resoluçãoda ONU autoriza esses ataques contra o "terrorismo". A operação militar, considerada o maior êxito da Colômbiana luta contra a guerrilha, detonou uma grave crise diplomáticacom o Equador, que expulsou o embaixador de Bogotá em Quito edeslocou tropas para a fronteira em protesto pela violação desua soberania nacional para executar o que chamou de um"massacre". À crise se uniu o presidente de Venezuela, Hugo Chávez, quedeterminou o envio de 10 batalhões, tanques e aviões para afronteira com a Colômbia, depois de acusar Bogotá de terviolado a soberania do Equador, um de seus aliados na região,ao qual ofereceu apoio. "Não venham nos dizer agora que os guerrilheiros sãocoitadinhos, coitadinho de Raúl Reyes porque estava de pijama,isso me parece insólito, são uns grupos terroristas e istodentro do Direito Internacional Humanitário é perfeitamenteaceitável, atacar acampamentos de grupos terroristas, isso nãotem nenhum questionamento", disse o ministro da Defesa, JuanManuel Santos, à emissora de rádio Caracol. O ministro classificou de exagerada a reação do presidentedo Equador, Rafael Correa, cujo governo parecia ter ligação comas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), de acordocom documentos e informações encontradas em poder de Reyes, nolocal onde morreu vítima do bombardeio. "O importante... é o descumprimento de um princípio e ummandato da própria Organização das Nações Unidas (ONU), depaíses que estão de certa forma acolhendo e apoiando gruposterroristas, depois do esforço que temos feito aqui na Colômbiapara tratar de erradicar a violência do terrorismo", afirmou. O ministro lembrou que em repetidas ocasiões o Equador foinotificado sobre a presença de líderes das Farc em seuterritório, mas Quito sempre negou isso e se absteve decolaborar afirmando uma neutralidade frente ao conflito internoda Colômbia. "O debate é até onde a opinião pública internacional vaiaceitar ou é aceitável que países acolham em seu territóriogrupos que são terroristas", afirmou Santos. "Nós, no uso do que se poderia chamar de legítima defesa,temos que atacar esses grupos e no caso de Raúl Reyes foi dadobaixa em território equatoriano", disse. As Farc são consideradas pelos Estados Unidos e a UniãoEuropéia como uma organização terrorista. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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