Colômbia desautoriza contatos do Equador com as Farc

Irmã de Betancourt disse que Quito retomou 'leves contatos' com a guerrilha para tentar libertar reféns

Efe,

15 de maio de 2008 | 05h23

O Governo colombiano qualificou nesta quarta-feira, 14, como "inaceitáveis" os supostos contatos das autoridades do Equador com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para conseguir a libertação da ex-candidata colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada por essa guerrilha desde 2002. O Executivo colombiano, em comunicado lido pelo ministro das Relações Exteriores, Fernando Araújo, exigiu "as explicações pertinentes" ao Governo do presidente equatoriano, Rafael Correa, que disse, na Europa, que a libertação de Ingrid Betancourt "foi frustrada" por culpa de Bogotá. No protesto enviado à chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, Araújo destacou que as declarações feitas em Paris por Astrid Betancourt, irmã da ex-candidata presidencial seqüestrada pelas Farc, indicam possíveis contatos de emissários do Equador com esse grupo insurgente. "O Governo da Colômbia considera uma violação às normas internacionais que obrigam todos os Estados a lutar contra o terrorismo qualquer comunicação ou tentativa de comunicação com estes grupos terroristas que não tenha sido autorizada previamente pelo Governo colombiano", expresso Araújo. Astrid afirmou nesta quarta-feira que o presidente do Equador deu a sua família um "fio de esperança" ao dizer que mantém contatos com as Farc na busca pela libertação de Betancourt. A irmã da refém, que se reuniu com o governante equatoriano em Paris, assegurou que Quito retomou "leves contatos" com a guerrilha "que serão aprofundados nos próximos dias". "O problema de Ingrid e de todos os seqüestrados está no coração do Governo equatoriano", afirmou Astrid. Colômbia e Equador atravessam uma crise diplomática desde 1º de março, quando tropas colombianas atacaram um acampamento das Farc em território equatoriano, uma operação que terminou com a morte de 26 pessoas, entre elas o então segundo número dois da guerrilha, conhecido como "Raúl Reyes".

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