Colômbia desautoriza diálogo de Daniel Ortega com as Farc

Líder da Nicarágua havia aceitado participar de reunião com a guerrilha; Uribe busca contato direto

Agências internacionais,

17 de julho de 2008 | 18h56

O governo colombiano desautorizou nesta quinta-feira, 17, o diálogo do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em um nota divulgada após Ortega dizer que aceitaria a conversa com a guerrilha. "Qualquer atividade que se desenvolva em tal sentido tem que ter a aprovação do governo da Colômbia", declarou em Bogotá o ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez, que tomou posse nesta quinta.   Veja também: Farc recusam negociar com Uribe e pedem reunião com Ortega Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região      O comando das Farc, grupo considerado "terrorista" pelo governo da Colômbia, pediu em carta ao presidente da Nicarágua "um diálogo pessoal" sobre "assuntos da guerra e da paz" no país.   "Somente um novo governo (colombiano), verdadeiramente democrático, surgido de um grande acordo nacional, poderia retomar o caminho para a busca de uma solução do conflito social e armado da Colômbia", indicou a mensagem da guerrilha, datada de 26 de junho.   "Eu digo aos companheiros das Farc que sim, que estou disposto a levar a minha contribuição em uma iniciativa séria de paz na Colômbia que, atualmente, é um foco de instabilidade para toda a região", respondeu Ortega.   O chefe de Estado da Nicarágua, que dirigiu a guerrilha nicaragüense que tomou o poder em 1979 antes de assumir o governo por via eleitoral em 2007, suspendeu temporariamente suas relações com a Colômbia após o ataque ao acampamento de Reyes.   Aproveitando as baixas na guerrilha, o governo colombiano busca um contato direto com o líder máximo rebelde, Alfonso Cano, para negociar a libertação de 25 reféns que estão em poder das Farc.

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