Colômbia diz que rebeldes no Equador iniciam novo ataque

Rebeldes marxistas escondidos no Equador atacam forças colombianas anticocaína na fronteira, diz governo

Reuters,

26 de março de 2008 | 19h34

O governo da Colômbia anunciou nesta quarta-feira, 26, que rebeldes marxistas escondidos no Equador começaram novos ataques à forças colombianas anticocaína na fronteira entre os dois países, aumentando a tensão na região dos Andes. As guerrilhas atiraram na semana passada bombas de efeito temporário, feitas com botijões de gás de cozinha, nos funcionários do governo, que encontraram plantações ilegais de cocaína em território colombiano, informou o Ministro do Exterior Fernando Araujo. Veja também:Colômbia pede acesso a sobreviventes de ataque às FarcColômbia denuncia ataques das Farc a partir do Equador "Nenhum governo pode ficar de braços cruzados enquanto seus cidadãos estão sendo atacados pelo outro lado da fronteira", disse Araujo. "Nós pedimos às autoridades equatorianas para nos ajudarem. Nós devemos coordenar a segurança em nosso território", enfatizou. Ninguém morreu no incidente, mas o governo colombiano reclama que os vizinhos Equador e Venezuela não ajudam a combater as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Segundo a Colômbia, a guerrilha foi criada há quatro décadas com o dinheiro do comércio da droga, e continua instalada dentro do território equatoriano.  A região passou por uma crise regional quando um ataque colombiano a um acampamento das Farc no Equador matou um dos líderes rebelde e deixou cerca de 20 outros guerrilheiros mortos. A crise foi rapidamente contornada, mas as tensões entre o presidente colombiano, Álvaro Uribe, aliado dos Estados Unidos, e o chefes de Estado do Equador e Venezuela, Rafael Correa e Hugo Chávez, continuam. As Farc têm uma forte presença na fronteira da Colômbia com o Equador, de cerca de 580 quilômetros. O governo colombiano começou a pagar camponeses locais para destruírem manualmente plantações da droga, depois que o Equador declarou que pesticidas, financiadas pelo governo dos Estados Unidos, estavam trazendo danos ao meio ambiente no lado equatoriano da fronteira.

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