Colômbia diz que vai tentar contato direto com rebeldes

A Colômbia disse na segunda-feira quevai tentar conversar diretamente com os rebeldes, depois dalibertação de 15 reféns na semana passada. O papel dos paíseseuropeus, que tentaram mediar um acordo, pode ser suspenso. O resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt, de trêsfuncionários do departamento de Defesa norte-americano e de 11soldados e policiais colombianos, depois de anos no cativeiro,aumentou o poder de barganha do governo em relação à guerrilha. "A decisão que tomamos --depois da libertação de Ingrid,dos três norte-americanos e dos membros das nossas forças desegurança-- é começar esforços para estabelecer um contatodireto", disse Luis Carlos Restrepo, comissionário para a pazda Colômbia, à rádio local. A França, a Espanha e a Suíça tentavam mediar um acordo coma Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para obtera libertação de 25 reféns importantes, alguns dos quais erammantidos na selva colombiana há mais de 10 anos. A Farc tambémmantém centenas de outros reféns, pelos quais pede o pagamentode um resgate. "Acreditamos que temos de reavaliar. Há problemas comalguns dos facilitadores atuais", disse Restrepo. "As Farcestão fraturadas e preferimos o contato direto, entre outrascoisas, para falar de paz." O governo colombiano diz que o mediador suíço Jean-PierreGontard foi mencionado em arquivos de computador encontrados noacampamento de um importante líder das Farc, morto em umaoperação militar em março, o que levanta a dúvida quanto aopapel da Suíça nas negociações de paz. A Colômbia diz que os arquivos mostram que Gontard esteveenvolvido em atividades não-autorizadas relacionadas àsguerrilhas. As Farc enfrentam o governo colombiano há 44 anos e sãofinanciadas principalmente pelo tráfico de cocaína, desde osanos 1980. No resgate, agentes colombianos fingiram ser membros de umgrupo humanitário amigável aos rebeldes e, assim, conseguiramtransportar os reféns para um encontro com o líder das Farc.Isso demonstra que o grupo está desorganizado. O presidente Alvaro Uribe tem usado bilhões de dólaresdoados pelos Estados Unidos para combater a guerrilha. Neste ano, 1.600 rebeldes já desertaram, já que seuslíderes têm tido dificuldades para comandar o grupo devido àstentativas do Exército colombiano de atrapalhar a suacomunicação. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

REUTERS

07 de julho de 2008 | 15h10

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