Colômbia diz ter 'provas' de que chefes das Farc estão na Venezuela

Documentos com fotos e vídeos serão apresentados em breve pelo governo colombiano

Efe

15 de julho de 2010 | 13h00

BOGOTÁ - O governo da Colômbia disse ter "provas recentes" da presença de vários chefes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), entre eles Iván Márquez e Rodrigo Granda, na Venezuela, informou nesta quinta-feira, 15, a Rádio Caracol.

 

A emissora, que cita uma alta fonte do governo, se limita a afirmar que as provas, "incontestáveis" e documentadas com fotos e vídeos segundo o governo, serão apresentadas em breve.

 

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou há uma semana que Márquez, também conhecido como Luciano Marín Arango, um dos maiores chefes das Farc, está escondido no exterior. "Está escondido e nós sabemos onde ele está, nós o localizamos", disse o presidente sem dar mais detalhes. Uribe e outros membros do governo, porém, já disseram várias vezes que o guerrilheiro estaria na Venezuela.

 

Granda, por sua vez,foi libertado em junho de 2007 por decisão de Uribe para ajudar na libertação da ex-candidata à presidência Ingrid Betancourt, então refém das Farc. O governo estima que ele também esteja na Venezuela, para onde foi depois de deixar Cuba.

 

As relações entre Bogotá e Caracas estão congeladas há quase um ano por decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que respondeu assim a acusações colombianas de que haveria um suposto desvio de armas da Venezuela para as Farc. Chávez disse que tais alegações são "irresponsáveis".

 

A tensão aumentou em outubro de 2009, quando a Colômbia assinou um acordo com os EUA que permite que os americanos utilizem instalações militares no território colombiano para combater o narcotráfico e o terrorismo.

 

A chancelaria colombiana convidou oficialmente Chávez para a posse do presidente eleito Juan Manuel Santos, que assumirá o poder no próximo dia 7 de agosto. Segundo o venezuelano, conforme disse seu chanceler na quarta, o convite "verbal" feito pela Colômbia será "avaliado".

Tudo o que sabemos sobre:
ColômbiaVenezuelaFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.