Colômbia diz ter tudo pronto para entrega de reféns das Farc

Presidente colombiano diz que 'colabora, como sempre fez', para a libertação, prometida para esta 4ª, 27

Efe,

26 de fevereiro de 2008 | 18h31

O governo colombiano anunciou nesta terça-feira, 26, que tudo está pronto para a libertação dos 4 ex-congressistas seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que possivelmente serão entregues na quarta-feira, 27, a delegados da Venezuela na região colombiana de Guaviare, no sudeste do país.   Veja também: Venezuela já tem coordenadas para resgate de reféns das Farc Militar colombiano tranqüiliza familiares de reféns das Farc   O presidente colombiano, Álvaro Uribe, afirmou que sua administração "colabora, como sempre fez", para a entrega dos ex-parlamentares Gloria Polanco de Lozada, Orlando Beltrán Cuéllar, Luis Eladio Pérez e Jorge Eduardo Géchem.   A guerrilha anunciou em 31 de janeiro que libertará os três primeiros como um gesto unilateral, perante delegados do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. No último fim de semana, os revolucionários informaram que também soltariam Géchem, seqüestrado em 2002, que segundo diversas relatos, encontra-se em estado grave de saúde.   O ministro do Interior da Venezuela, Ramón Rodríguez Chacín, anunciou na segunda-feira, 25, que espera receber nos próximos dias em algum lugar das florestas colombianas os 4 reféns, e que já tinha em seu poder as coordenadas do local da entrega.   Discrição nas operações   Uma fonte do governo colombiano disse a agência Efe que Caracas e Bogotá trocaram cartas para coordenar a libertação dos ex-parlamentares. Segundo a fonte não identificada, o poder executivo da Colômbia recebeu uma carta da Venezuela, que pediu autorização e garantias para a operação e prometeu que a transação, coordenada por Chacín, será feita "com a maior discrição."   O governo colombiano teria respondido em outro documento que ofereceu garantias para que a operação seja realizada na quarta-feira, 25, com a ajuda de representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e manifestou que, pela Colômbia, a gestão estará nas mãos do alto comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo.   O general Freddy Padilla de León, comandante das Forças Militares da Colômbia, disse que na segunda-feira, 25, "se completou a parte de protocolo que foi contestada afirmativamente, na qual a Venezuela pediu a entrada na Colômbia de dois helicópteros para as primeiras horas da quarta-feira."  

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