Colômbia e Cruz Vermelha divergem sobre reféns das Farc

O processo de libertação de dois reféns sequestrados pelas Farc passou a ser incerto nesta segunda-feira, depois que o governo colombiano disse que não autorizou a retomada da operação e a Cruz Vermelha afirmou que a entrega poderia ser adiada para terça-feira.

REUTERS

14 de fevereiro de 2011 | 17h12

A missão humanitária liderada pela ex-senadora Piedad Córdoba não pôde receber das mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) o major da polícia Guillermo Solórzano nem o suboficial do Exército Salín Antonio Sanmiguel, fato que desagradou ao governo.

Córdoba e os outros integrantes da missão só conseguiram receber no domingo o policial Carlos Alberto Ocampo, refém das Farc desde o final de dezembro de 2010.

"Já estão sendo iniciados hoje (segunda) todos os preparativos para que a operação aconteça amanhã", disse o chefe da missão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Colômbia, Christophe Beney, à rádio Caracol.

Beney disse que a Cruz Vermelha indicaria ao Ministério da Defesa e ao comandante das Forças Militares a área onde devem receber os dois reféns amanhã, em uma zona do departamento do Cauca, para que as operações militares na região sejam suspensas por 36 horas.

Beney disse ainda que a operação será coordenada desde a cidade de Cali, capital do departamento do Valle, desde onde partirão os dois helicópteros oferecidos pelo Brasil, com suas respectivas tripulações, para a missão humanitária.

Mas o governo, que em princípio se declarou escandalizado com o que aconteceu e disse que a conduta das Farc causa incômodo e preocupação, assegurou que não autorizou a retomada da operação da missão humanitária.

"O governo nacional se permite informar que não é certo que tenha autorizado a retomada de alguma operação para a libertação de sequestrados", disse um comunicado oficial.

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