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Colômbia e Equador aceitam restabelecer laços diplomáticos

Relações foram rompidas em 2008 após uma incursão colombiana no território equatoriano contra as Farc

Reuters e Efe,

25 de setembro de 2009 | 07h55

Os governos de Colômbia e Equador anunciaram que iniciarão a partir de outubro um processo de "diálogo direto" para restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países, que estão rompidas desde março do ano passado devido à uma operação militar colombiana contra um acampamento guerrilheiro em território equatoriano. Quito considerou o incidente como uma violação de sua soberania nacional.

 

A ofensiva ordenada pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, matou o número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que estava escondido na selva do lado equatoriano da fronteira. Os dois governos divulgaram um comunicado conjunto dizendo que a Colômbia aceita não realizar mais ataques contra o território do Equador e que o governo de Quito não vai mais tolerar a presença de grupos armados ilegais em seu país.

 

O presidente do Equador, Rafael Correa, retirou seu embaixador de Bogotá após o ataque militar colombiano, que também foi criticado pelo líder da Venezuela, Hugo Chávez. Os líderes socialistas Correa e Chávez frequentemente entram em choque com as opiniões conservadores de Uribe, que é o principal aliado dos Estados Unidos na América do Sul e que recebeu bilhões de dólares do governo norte-americano para combater o crime organizado.

 

"Os presidentes de Equador e Colômbia deram instruções às chancelarias para que a partir outubro se concretize a designação dos encarregados de negócios", confirmou o ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez. Já o chanceler equatoriano, Fander Falconí, explicou que os dois governos acordaram "um documento de 11 pontos concretos para estabelecer a metodologia do diálogo".

 

Este acordo aconteceu após várias reuniões de trabalho entre os chanceleres em Nova York, onde ambos assistem aos debates da 64ª Assembleia Geral da ONU. Ambos explicaram em entrevista coletiva que recorrerão à mediação do Centro Carter e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para os temas "mais sensíveis". Para isso, se conformarão no prazo de quinze dias, comissões de trabalho que se ocuparão de solucionar assuntos colocados por ambas partes sobre segurança e controle da criminalidade, desenvolvimento fronteiriço e outras considerações sensíveis, assinala o comunicado.

 

Além disso, ambos governos se comprometeram a reativar a Comissão Binacional de Frontera e ampliar os mecanismos de cooperação e comunicação entre as autoridades civis, militares e policial.

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