Colômbia e Equador retomam relações após mediação de Carter

Países passavam por crise diplomática desde um ataque colombiano às Farc no Equador em março

Efe,

06 de junho de 2008 | 14h30

Os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e do Equador, Rafael Correa aceitaram a proposta do ex-presidente americano Jimmy Carter e retomaram as relações diplomáticas bilaterais "sem precondições." Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 6, pelo Centro Carter, os dois líderes "confirmaram sua disposição em dar esse passo imediatamente através de suas respectivas chancelarias."  Veja também:Histórico dos conflitos armados na região  Entenda a crise   Jimmy Carter, prêmio Nobel da Paz, está comprometido desde setembro do ano passado a impulsionar um grupo de trabalho que zele pela melhora das relações entre Equador e Colômbia. Neste trabalho, do qual participam personalidades dos dois países, também está envolvido o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia em 3 de março, dois dias depois que militares colombianos atacaram um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador e mataram o líder do grupo "Raúl Reyes" e outras 25 pessoas.  Por causa destes eventos, Carter entrou em contato em diversas ocasiões com Correa e Uribe e coordenou ações com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, em sua gestão para resolver a crise diplomática. Em sua última ligação telefônica, o ex-governante americano consultou os chefes de Estado do Equador e da Colômbia sobre a possibilidade de restabelecer "imediatamente e sem condições prévias as relações diplomáticas entre ambos os governos." Uribe confirmou sua disposição em retomar as relações diplomáticas. "Ratifica-se o compromisso verbalmente expressado perante o ex-presidente Jimmy Carter, no sentido de retomar relações diplomáticas, em primeira instância, em nível de encarregados de negócios", afirmou o chefe de Estado em comunicado. Em uma primeira instância, o restabelecimento das relações diplomáticas seria em nível de encarregados de negócios. Isso contribuiria com o trabalho que a OEA está fazendo para iniciar medidas de confiança entre os dois países, assim como com os esforços do Equador e Colômbia para enfrentar seus problemas comuns.  De fato, a OEA convocou para a próxima semana em Washington uma reunião dos vice-chanceleres da Colômbia, Camilo Reyes, e o do Equador José Valencia, em uma tentativa de conseguir uma maior aproximação entre os governos. A reunião, que ocorrerá em 9 ou 10 de junho, contará com aparticipação do secretário-geral da OEA e do diretor de Sustentabilidade Democrática da instituição interamericana, o boliviano Víctor Rico, encarregado pessoal de Insulza para mediar no conflito.

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