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Colômbia e Equador têm espaço para melhorar cooperação, di OEA

Colômbia e Equador, que acabam desuperar uma crise diplomática, têm espaço para aumentar acooperação em sua fronteira e evitar situações que afetem asegurança dos dois países, disse na quarta-feira osecretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA),José Miguel Insulza. Os dois países mergulharam em uma crise na semana passadapor causa de uma ação militar colombiana contra um acampamentoda guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)em território equatoriano, que matou 23 rebeldes, inclusive umimportante dirigente dessa organização. Os governos esquerdistas de Venezuela e Nicarágua entraramna crise em apoio ao Equador. A crise foi superada com apertosde mão, na sexta-feira, durante uma cúpula na RepúblicaDominicana. "Existem elementos de cooperação, sem dúvida, mas existeuma demanda de cooperação muito maior, é uma realidade", disseInsulza em entrevista coletiva depois de reunir-se com opresidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Insulza e uma comissão da OEA visitaram o Equador e aColômbia como parte de uma missão para investigar o incidente,e receberam separadamente as versões dos dois governos, queservirão de base para um relatório a ser apresentado nasegunda-feira em uma reunião de chanceleres das Américas. O Equador quer a condenação da Colômbia por violar suasoberania, apesar de Uribe ter pedido desculpas. Já o governo colombiano espera um maior compromisso depaíses vizinhos para impedir que as Farc se refugiem em seusterritórios. Segundo Insulza, o relatório da OEA dará ênfase às coisasque podem ser feitas para evitar que fatos como esse serepitam. "Temos um trabalho importante de cooperação pela frente, eacho que por parte de ambos os governos existe vontade de levaradiante essa cooperação", disse Insulza, sem revelar osmecanismos de cooperação que proporá. O secretário-geral afirmou que há pontos divergentes nasversões apresentadas por Equador e Colômbia, que compartilhamuma fronteira de 586 quilômetros, quase toda na Amazônia,região de difícil controle contra a presença de guerrilheiros enarcotraficantes. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

REUTERS

12 de março de 2008 | 17h08

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