Colômbia e EUA assinam acordo de cooperação militar

Plano permitirá a utiilzação de pelo menos sete bases em território colombiano pelas tropas americanas

estadao.com.br,

30 de outubro de 2009 | 10h42

 

 

BOGOTÁ - Os governos da Colômbia e dos Estados Unidos assinaram nesta sexta-feira, 30, o acordo que permitirá a utilização de pelo menos sete bases militares em território colombiano por tropas americanas, informaram fontes do Ministério das Relações Exteriores, em Bogotá. A iniciativa foi alvo de várias críticas na região.

 

Atualmente, o Plano Colômbia - estratégia firmada há nove anos por Washington e Bogotá para o combate ao narcotráfico e à guerrilha - prevê a presença de até 800 militares e 600 funcionários privados americanos em bases colombianas, número que foi mantido no novo pacto. O

texto completo do acordo ainda não foi divulgado. A base aérea de Palanquero, no centro da Colômbia, será o eixo do total de sete instalações às quais os militares americanos terão acesso, segundo detalhes do acordo antecipados pelos dois governos há algumas semanas.

 

O pacto foi firmado em um breve ato na sede da chancelaria colombiana, pelo ministro de Relações Exteriores Jaime Bermúdez e pelo embaixador dos EUA na Colômbia, William Brownfield. O documento, chamado "Acordo complementar para a cooperação e assistência técnica em defesa e segurança", baseia-se no "total respeito aos princípios de igualdade soberana, integridade territorial e não-intervenção nos assuntos internos de outros Estados", afirma o comunicado.

 

O chanceler colombiano afirmou que o acordo militar será publicado na próxima semana. "Que fique claro, este acordo busca acabar com o narcotráfico e o terrorismo na Colômbia... Os países vizinhos e toda a região podem ficar tranquilos". Segundo ele, todos se beneficiarão se a luta contra o tráfico de drogas e as ações terroristas tiver sucesso.

 

Com o pacto, que Bogotá apresentou como complementar a um global de cooperação em vigência desde 1974, Washington procura suprir o fim de suas atividades na base de Manta, no Equador, cujo contrato de dez anos não foi renovado pelo governo do presidente do país, Rafael Correa.

 

O acordo desatou uma grande polêmica na região e foi discutido na reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) de agosto, em Bariloche. A decisão da Colômbia de assinar o convênio com Washington gerou polêmica na região e crítica dos presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, Evo Morales, da Bolívia, e Daniel Ortega, da Nicarágua.

 

Os Estados Unidos são o principal aliado da Colômbia na luta contra o narcotráfico e os grupos armados ilegais vinculados a essa atividade e desde o ano 2000 forneceu mais de 6 bilhões de dólares a Bogotá.

 

Representes dos dos países assinam o acordo militar. Foto: Associated Press

 

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