Colômbia e EUA desarticulam rede de cocaína que abastecia México

Uma rede que exportava até 10 toneladas mensais de cocaína ao cartel de Sinaloa, no México, foi desarticulada por Colômbia e Estados Unidos, que prenderam 36 pessoas e confiscaram 5 toneladas da droga e 21 aeronaves, disseram na sexta-feira autoridades dos dois países.

REUTERS

02 Setembro 2011 | 16h42

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, classificou a denominada Operação Voo Final como a mais bem-sucedida contra o narcotráfico desde que assumiu o governo, em 2010, e uma mostra da cooperação na luta contra as drogas com Estados Unidos, México e países da América Central.

"A determinação do governo, do Estado colombiano contra o narcotráfico, seguirá firme, a contundência crescerá cada vez mais porque o narcotráfico tem sido a fonte de praticamente todos os males que temos vivido e sofrido nas últimas décadas neste país", disse Santos a jornalistas.

A rede desarticulada era dirigida por Daniel "El Loco" Barrera, um dos narcotraficantes mais procurados da Colômbia, por quem o governo oferece uma recompensa de 2,8 milhões de dólares.

Barrera é acusado de ter vínculos com grupos criminosos formados por antigos paramilitares de extrema-direita e inclui a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), consideradas terroristas por Estados Unidos e União Europeia.

A operação também evidencia as ligações entre os cartéis da Colômbia e os do México, que segundo fontes de segurança, controlam o negócio da cocaína.

(Por Luis Jaime Acosta)

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