Colômbia e Farc retomam diálogo dia 10

Decisão sobre negociações de paz ocorre três dias após libertação de general sequestrado pela guerrilha no Departamento de Chocó

O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2014 | 17h44

BOGOTÁ - As negociações de paz entre o governo do presidente Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) serão retomadas no dia 10, anunciaram nesta quarta-feira, 3, representantes das duas partes. O processo de diálogo, que já dura dois anos, havia sido suspenso há duas semanas em razão do sequestro, pela guerrilha, do general do Exército colombiano Rubén Darío Alzate.

O oficial e outros dois reféns, um cabo e uma advogada foram libertados no domingo. A soltura dos sequestrados abriu caminho para retomada do diálogo.

O processo de paz acontece em Havana sob a mediação de Cuba e da Noruega. Negociadores voltaram à capital cubana para debater as possibilidades de retomada pouco após a libertação de Alzate.

Santos comemorou o acerto para o prosseguimento das conversas. “Celebro que a mesa de Havana tenha chegado a acordo para retomar as conversas no dia 10 de dezembro.”

O presidente acrescentou que o interesse fundamental do governo é “encerrar totalmente esse conflito e, assim, poupar vidas, poupar sofrimento e alcançar, enfim, depois de 50 anos, a paz em nosso país”.

As duas partes já chegaram a acordos relevantes sobre participação política para integrantes da guerrilha, acesso à terra e combate ao narcotráfico. Ainda estão pendentes os pontos de compensação às vítimas e fim efetivo da violência armada.

Sequestro. Além do general Alzate, as Farc haviam capturado também o cabo Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego. Eles foram feitos reféns logo ao chegarem a um vilarejo no Departamento (Estado) de Chocó. O general pediu baixa do posto logo após ser libertado, admitindo que o sequestro aconteceu porque ele ignorou os regulamentos de segurança.

Alzate a os outros reféns viajavam com trajes civis e o deslocamento não foi informado aos superiores hierárquicos. O oficial afirmou que a intenção era fazer “trabalho social” na região. / AP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.