Colômbia elege governos regionais em eleição tranqüila

Prefeitura de Bogotá, a capital do país, ficou com os opositores do presidente Álvaro Uribe

Reuters,

29 de outubro de 2007 | 08h20

A Colômbia renovou no domingo, 28, seus governantes estaduais e municipais em uma votação que transcorreu com tranqüilidade em quase todo o país, apesar das ameaças de violência e fraudes. As urnas foram fechadas às 19 horas (horário de Brasília), depois de oito horas em que os eleitores escolheram prefeitos, governadores, vereadores e deputados. O esquerdista Polo Democrático Alternativo, o mais forte opositor ao governo do presidente Álvaro Uribe, conquistou com Samuel Moreno a Prefeitura de Bogotá, o segundo cargo mais importante da Colômbia. Mas, de acordo com resultados preliminares, os movimentos que apóiam Uribe, incluindo o Partido Conservador, venceram a maioria dos 32 governos e das 32 prefeituras das capitais. O pleito ocorreu em meio a fortes medidas de segurança das Forças Armadas para evitar ataques da guerrilha esquerdista e atos de corrupção, como compra de votos e coação de eleitores. A votação foi precedida por uma violenta campanha eleitoral, durante a qual ao menos 21 candidatos foram assassinados. A maioria dos ataques foi realizada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que historicamente sabotam as eleições.

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