Colômbia explicará à Cruz Vermelha uso de insígnia em resgate

Organismo mostra 'grande preocupação' com uso deliberado de seu emblema na libertação de Ingrid Betancourt

Efe,

06 de agosto de 2008 | 20h36

O ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez, anunciou nesta quarta-feira, 6, que se reunirá com diretores do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para explicar o uso de emblemas do organismo em 2 de julho no resgate de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Veja também:Cruz Vermelha 'deplora' uso indevido de símbolo na ColômbiaVazamento de vídeo do resgate é 'traição', diz ColômbiaAssista ao vídeo do resgate O drama de Ingrid Por dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região    Bermúdez disse aos jornalistas que explicará aos porta-vozes do CICV detalhes da "Operação Xeque", realizada pelo Exército colombiano para libertar a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e outros 14 reféns da guerrilha. O chanceler reiterou que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, não foi informado da totalidade dos fatos, nos quais um militar usou um colete com o emblema do CICV na operação de resgate, apresentada à guerrilha como uma missão humanitária. "Nós lamentamos profundamente que ao presidente e ao Governo não se tenha dado toda a informação na época. Vocês sabem que o presidente assumiu desde o princípio com clareza a responsabilidade sobre estes fatos", destacou o funcionário. O CICV expressou na terça-feira em Genebra "grande preocupação" com o uso deliberado do emblema da organização, confirmado em um vídeo da operação divulgado na segunda-feira, e que aparentemente foi vazado por militares, o que indignou o Executivo colombiano. "Lamentamos profundamente que nós não tenhamos tido a oportunidade de ter toda a informação precisa para fazer as declarações pertinentes", insistiu o chanceler colombiano. Bermúdez não definiu a data nem o local da reunião, nem os delegados do CICV com os quais entrará em contato. O ministro destacou que "o certo é que o presidente não teve toda a informação então do desenvolvimento desta operação."

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