Colômbia extradita líder paramilitar aos EUA

Carlos Mario Jiménez é acusado de narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo

Efe,

07 de maio de 2008 | 03h47

O líder paramilitar desmobilizado Carlos Mario Jiménez foi extraditado na madrugada desta quarta-feira, 7, aos Estados Unidos, onde é acusado de narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, informou o Governo colombiano. A extradição acontece depois de a Justiça colombiana ter revogado na terça-feira a decisão de um tribunal de Bogotá que a impedia. "Ao ser notificado da decisão que impedia a extradição e em coordenação com a Embaixada dos EUA em Bogotá, o Governo apresentou os recursos que permitiram sua extradição", informou a Presidência da Colômbia em comunicado. Segundo a "Radio Caracol", Jiménez foi enviado a Miami em um avião da Direção de Controle de Drogas dos EUA (DEA) e de lá partiria para Washington, onde é requerido por um Tribunal. De acordo com a emissora de rádio, Jiménez deixou a prisão em um helicóptero oficial, e participaram da operação outras aeronaves que serviram de escolta. Após os trâmites legais, o ex-líder paramilitar foi entregue às autoridades americanas pouco depois da meia-noite (horário local), segundo a "Radio Caracol". Jiménez, de 36 anos, é natural do departamento de Risaralda e foi chefe do Bloco Central Bolívar, um dos maiores das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). Esta organização, criada para combater a guerrilha, participou de conversas de paz com o Governo de Álvaro Uribe entre 2003 e 2006, e mais de 31.000 combatentes deixaram as armas. A extradição do ex-paramilitar foi autorizada por Uribe em 4 de abril, dois dias depois de a Corte Suprema de Justiça (CSJ) considerar que o pedido americano estava de acordo com as leis colombianas.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAparamilitarColômbia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.