Colômbia extradita sete traficantes para os EUA

A Colômbia extraditou na quinta-feira para os Estados Unidos sete integrantes de quadrilhas acusadas de narcotráfico e lavagem de dinheiro, um dia depois de autoridades norte-americanas anunciarem que irão se empenhar mais no combate a grupos responsáveis pela exportação de cocaína.

REUTERS

10 de fevereiro de 2011 | 19h55

Trata-se das primeiras extradições de integrantes dos chamados "bacrims" (bandos criminosos), formados principalmente por ex-paramilitares de direita que se dedicam a vender cocaína para o México, de onde a droga segue para o mercado norte-americano.

O diretor da Polícia Judicial colombiana, general Carlos Ramiro Mena, disse que entre os extraditados se encontram quatro membros da quadrilha "Los Rastrojos", dois da "Los Paisas" e um do autointitulado "Exército Popular Anticomunista." Eles serão apresentados a tribunais de Nova York, Texas, Massachusetts, Flórida e Washington.

O general destacou a extradição de Jorge Alberto Rengifo López, o "Cacerolo", acusado de negociar mais de 4.000 fuzis chineses em troca de cocaína para um grupo de narcotraficantes e de rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína, e os "bacrims" têm assumido o lugar deixado pelo enfraquecimento de grandes cartéis da droga nos últimos anos no país. Desde 2000, o governo colombiano já recebeu mais de 6 bilhões de dólares em ajuda norte-americana para o combate a traficantes e guerrilheiros.

(Por Luis Jaime Acosta)

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