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Colômbia facilitará nova libertação de reféns das Farc

A Colômbia anunciou no domingo quefacilitará ações para que a maior guerrilha esquerdista do paísliberte três ex-congressistas sequestrados há mais de seis anose os entregue a uma missão humanitária liderada pelo presidenteda Venezuela, Hugo Chávez. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)anunciaram no sábado que libertarão os ex-congressistas GlóriaPolanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán Cuéllar, por seudelicado estado de saúde, e que os entregarão ao presidentevenezuelano e à senadora Piedad Córdoba. "Estamos dispostos a dar todas as facilidades para que oscompatriotas recuperem sua liberdade", disse o ministro doInterior e Justiça colombiano, Caros Holguín. A entrega acontecerá apesar de as relações diplomáticasentre Bogotá e Caracas seguirem afundadas em sua pior crise emanos, depois que o presidente Álvaro Uribe suspendeu emnovembro a intermediação de Chávez e as Farc para tentar alibertação de um grupo de reféns. "Parece que a libertação dos sequestrados está acima dequalquer outra consideração, e eu não creio que vamos permitirque haja dificuldades para essa operação", assegurou Holguín. O presidente da Venezuela vem acusando Uribe de sermentiroso, covarde e um "peão do império dos Estados Unidos" eassegura que a Colômbia prepara uma possível agressão militarcontra seu país com o apoio de Washington, pelo que mantém suasForças Armadas em alerta. Ainda que inicialmente tenha respondido às agressões deChávez, ele não se manifestou posteriormente, e seu governo temse limitado a exigir respeito. Em janeiro, as Farc entregaram as políticas ConsueloGonzáles e Clara Rojas nas selvas da Colômbia a uma missãohumanitária organizada por Chávez. A senadora Córdoba fez parteda missão. O anúncio da libertação dos ex-congressistas aconteceuhoras antes de uma rodada de protesto contra as Farc, convocadapara segunda-feira na Colômbia e em cidades de países como EUAe Espanha. REAÇÃO O comandante das Forças Militares da Colômbia, generalFreddy Padilla de Leon, disse que o anúncio feito pelaguerrilha é produto da pressão da sociedade civil, que rechaçao sequestro e o terrorismo. "É uma primeira consequência dessa pressão majoritária,para dizer aos terroristas que as pessoas não estão de acordocom o sequestro e a extorsão, e que a única situação queaceitam os colombianos é a libertação de forma imediata e semcondições de todos os sequestrados", disse Padilla. As Farc mantêm 44 pessoas em cativeiro, incluindo aex-candidata à presidência Ingrid Betancourt e trêsnorte-americanos, a quem buscam trocar, por meio de um acordohumanitário com o governo, por 500 rebeldes presos.

LUIS JAIME ACOSTA, REUTERS

03 de fevereiro de 2008 | 18h30

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