Colômbia ficou isolada por se negar a explicar bases, diz Chávez

'Que vergonha, dá pena', afirma venezuelano, ao comentar rejeição de Bogotá em detalhar acordo com EUA

Efe,

16 de setembro de 2009 | 18h00

O governo da Colômbia "ficou totalmente isolado" na União Sul-Americana de Nações (Unasul) ao "se negar" a explicar aos vizinhos da região o alcance de seu acordo militar com os Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira, 16, o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Segundo ele, durante a reunião de ministros de Defesa e Relações Exteriores da Unasul realizada na terça em Quito, foi pedido que a Colômbia mostrasse "o documento" com os detalhes do acordo militar, mas o país "se negou" a fazê-lo.

 

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Ao falar durante uma cerimônia para a abertura do novo ano letivo, o presidente venezuelano criticou o "representante da Colômbia" na reunião ao dizer que teve a "desfaçatez de eximir-se", sob a alegação de que não podia revelar os detalhes do polêmico convênio militar por não ter "permissão do governo dos EUA."

 

"Que vergonha, dá pena", expressou Chávez, ao assegurar que a exigência de que Bogotá dê detalhes sobre o convênio é de toda a região. O chefe de Estado destacou que o Brasil pediu, "com muita energia, garantias de que as forças" americanas que atuarem na Colômbia "não vão fazer incursões em países vizinhos."

 

"Mas a Colômbia não quer dar garantias. Em todo caso, nós não insistiremos em garantias, porque, se há alguma garantia, é a de que vão utilizar essas bases militares contra nós (Venezuela)", sustentou Chávez.

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