Colômbia impedirá eventual missão clandestina para buscar reféns

A Colômbia vai impedir qualquer operaçãoclandestina para permitir a entrega de duas reféns da guerrilhaForças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) à Venezuela,anunciou na quarta-feira o ministro da Defesa, Juan ManuelSantos. As Farc prometeram entregar ao presidente venezuelano, HugoChávez, as políticas Consuelo González e Clara Rojas. Tambémestava incluído na promessa o pequeno Emmanuel, filho de Clara,nascido no cativeiro, mas a Colômbia descobriu que a criançanão estava mais em poder da guerrilha. A operação de entrega dos reféns acabou fracassando, e asFarc saíram com sua credibilidade abalada. "Não podemos nem vamos permitir a violação de nossasoberania nem de nosso espaço aéreo, não reste dúvida disso",disse Santos à rádio Caracol. "Perguntaram-me o que vaiacontecer se chegar um helicóptero de um país estrangeiro parabuscar os sequestrados na selva colombiana. A resposta é clarae contundente: será tratado como qualquer aeronave que violenosso espaço aéreo, a Força Aérea imediatamente o interceptará,mandando-o de volta ou obrigando-o a aterrissar." A promessa da entrega dos reféns pelas Farc foi um ato dedesagravo a Chávez depois que o presidente da Colômbia, AlvaroUribe, interrompeu as negociações que ele mediava pela solturade um grupo maior de sequestrados, que inclui aex-presidenciável franco-colombiana Ingrid Betancourt. Depois do fracasso da operação, em que Chávez obteveautorização da Colômbia para mandar uma comitiva aérea aoterritório colombiano, o presidente da Venezuela chegou a falarde uma operação clandestina, mas disse que não a realizaria porcausa dos riscos. Apesar disso, o ministro garantiu que o governo colombianopermitiria uma missão humanitária para a entrega das reféns."Estamos mais que dispostos, como sempre estivemos e semprecumprimos, a dar todas as garantias, todas as facilidades, aajudar no que esteja ao nosso alcance para que os sequestradosrecobrem a liberdade." "Qualquer ação humanitária sempre contará com nosso totalapoio, desde que cumpra uma série de condições, sendo uma dasóbvias informar o governo colombiano", explicou o ministro. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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