Colômbia investiga morte de outro líder das Farc

Segundo inteligência, Iván Márquez ou 'Timochenko' pode ter morrido em combates na fronteira venezuelana

Agências internacionais,

18 de junho de 2008 | 09h52

A Colômbia afirmou nesta quarta-feira, 18, que investiga a suposta morte de Iván Márquez ou Timochenko, dois dos sete altos membros do secretariado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na região da fronteira com a Venezuela. Segundo o jornal colombiano El Tiempo, o presidente Álvaro Uribe afirmou que desconhece qualquer confirmação da notícia que começou a circular entre serviços de segurança colombianos.   Veja também: Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região     No início, afirmou-se que morte do guerrilheiro teria morrido em combate, porém ainda não está claro se os enfrentamentos seriam com tropas colombianas ou venezuelanas ou de que lado da fronteira. A rádio W informou que as morte foram relatadas um informante infiltrado nas Farc, que advertiu sobre uma nova morte de um dos sete membros do secretariado. "Comentou-se que possivelmente teria sido no povoado de Lula, entre as cidades de San Cristóbal e Barinas", disse o jornal.   O fato, afirmou o noticiário CMI, foi tratado em uma reunião na noite de terça-feira entre o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e os altos mandos militares e da polícia. Questionado sobre o tema na saída dessa reunião, Santos se desculpou argumentando que até agora é um rumor e que, portanto, ele não poderia desmentir ou confirmar.     Márquez, cujo verdadeiro nome é Luciano Marín Arango, que foi libertado de uma prisão colombiana a pedido do presidente francês Nicolas Sarkozy em junho para auxiliar na libertação de Ingrid Betancourt, é um ideólogo radical. Congressista na década de 1980, o guerrilheiro se encontrou com o presidente Hugo Chávez em Caracas em novembro de 2007, quando o venezuelano mediava as negociações pela libertação dos reféns. De acordo com autoridades colombianas, Márquez e Timochenko lideram acampamentos na região da fronteira com a Venezuela.   Timochenko ou Rodrigo Echeverri é médico e considerado o quarto homem na liderança das Farc. O rebelde foi o responsável por anunciar a morte do líder do grupo, Manuel Marulanda, e tem mais de 31 ordens de prisão, além de ser condenado pelo assassinado da ex-ministra de Cultura Consuelo Araújonoguera. Os Estados Unidos oferecem recompensa de US$ 5 milhões pela sua captura.

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