Colômbia investiga vice-presidente sobre laços com milícias

Promotores colombianos reabriram uma investigação sobre o vice-presidente Francisco Santos por acusações de que ele tentou organizar milícias ilegais, disse um importante investigador nesta segunda-feira.

REUTERS

19 de outubro de 2009 | 16h40

A investigação começou em 2007, depois que o então chefe do grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia, Salvatore Mancuso, testemunhou que Santos havia proposto, no fim dos anos 1990, criar um grupo paramilitar para combater os rebeldes que lutavam ao redor de Bogotá.

A investigação inicial tinha sido suspensa por falta de provas, mas um promotor decidiu reabri-la.

"Foi decidido que a investigação inicial continuaria para esclarecer quaisquer dúvidas", disse o promotor-geral Guillermo Mendoza à W Rádio.

O gabinete de Santos não comentou a notícia.

Em 2003, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, começou a negociar a rendição de comandantes paramilitares e, desde então, extraditou a maioria dos chefões para os EUA. Mas dezenas de parlamentares aliados estão sendo investigados por laços com a milícia e alguns foram presos depois que foi provado que eles colaboraram com senhores de guerra.

(Reportagem de Patrick Marley)

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