Colômbia lança recompensa por autores de ataque com carro-bomba

A Colômbia ofereceu nesta sexta-feira uma recompensa de 276 mil dólares por informações que levem à identificação e captura dos autores do ataque com carro-bomba em frente à sede de uma emissora de rádio que feriu nove pessoas.

REUTERS

13 de agosto de 2010 | 17h33

O presidente Juan Manuel Santos fez a oferta durante uma cerimônia militar no departamento de Cauca, na região sudoeste do país, umas das regiões mais afetadas pela violência da guerrilha e do narcotráfico.

"Para que as autoridades sigam a investigação e encontrem os responsáveis o mais rápido possível, vamos oferecer uma recompensa de até 500 milhões de pesos (276 mil dólares)... por informação que nos leve a capturar os responsáveis", disse Santos.

O presidente assegurou que seu governo ainda não identificou os responsáveis do ataque e nem qual seria o alvo da bomba.

Analistas têm destacado a prudência do novo governo, que contrasta com a de seu antecessor Alvaro Uribe, que se apressava a acusar às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pela maioria dos ataques no país minutos ou horas depois de ocorrerem.

Santos, um economista e administrador de 59 anos, reiterou que enfrentará militarmente os grupos armados ilegais responsáveis por ataques como o de quinta-feira.

O ataque com carro-bomba em uma área ao norte de Bogotá ocorreu em frente à emissora de rádio Caracol, fato o que foi interpretado por alguns setores como uma ação para silenciar a imprensa.

Santos também desautorizou gestões de paz paralelas às do governo colombiano ou no exterior.

"E, falando de paz, também quero reiterar algo muito importante, muitos têm se oferecido como intermediários, muitos têm insinuado que poderiam fazer uma trabalho aqui e outro ali", disse o presidente.

"A resposta é muito obrigado, mas não, nem no exterior nem aqui na Colômbia. O governo nacional, em sua oportunidade e quando considerar que as circunstâncias estão dadas, e não estão dadas, pegará a chave e abrirá a porta. Enquanto isso, fica absolutamente desautorizada toda gestão paralela", acrescentou.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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