Colômbia merece acordo comercial com EUA, diz Rice

Secretária de Estado americana afirma que o Congresso deve reconhecer avanços de Uribe no país

DOUG PALMER, REUTERS

25 de janeiro de 2008 | 10h10

Os Estados Unidos vão faltar com apalavra empenhada a um importante aliado latino-americano casoo Congresso não aprove o tratado de livre-comércio com aColômbia, disse na quinta-feira a secretária norte-americana deEstado, Condoleezza Rice. "Acho que seria um péssimo sinal para o povo da Colômbia --sem falar o povo da região -- que vocês [colombianos] façamcoisas difíceis, se empenhem, tragam seu país de volta doabismo e os Estados Unidos não cumpram sua palavra", disse Ricea jornalistas antes de chegar a Medellín, na Colômbia. Ela acompanha uma delegação de nove parlamentaresdemocratas, a quem ela espera convencer a votar a favor doacordo comercial. Em uma recepção oferecida por líderes empresariaiscolombianos, Rice disse que sua mera presença numa cidade queno passado foi sinônimo de narcotráfico e violência já é umsinal dos avanços da Colômbia. "Acho que é absolutamente verdade que eu não estaria emMedellín há apenas alguns anos", disse ela. Ela admitiu que a Colômbia ainda precisa melhorar asituação de seus direitos humanos, mas disse que o Congressodos EUA precisa reconhecer os avanços do presidente ÁlvaroUribe no sentido de acabar com uma guerra civil que já duramais de quatro décadas, inclusive desmobilizando gruposparamilitares de direita. Vários funcionários do governo Bush devem fazer viagenssemelhantes nos próximos dois meses para tentar obter apoio doCongresso ao tratado, que enfrenta forte oposição da AFL-CIO,maior central sindical norte-americana, simpática ao PartidoDemocrata. Líderes democratas na Câmara disseram em junho que aColômbia precisaria avançar muito mais na redução da violênciacontra sindicalistas e punir assassinos de ativistas sindicaisantes que o Congresso dos EUA aprove o tratado. Os principais pré-candidatos democratas à Presidência(Hillary Clinton, Barack Obama e John Edwards) são contra otratado por causa de preocupações com a violência contralíderes sindicais. Rice, que também se encontrou com sindicalistas colombianoscontrários ao acordo, disse que a aprovação incentivaria aeconomia local e daria ao governo mais recursos para combateros sequestros, homicídios e outros crimes, que já tiveram forteredução desde a posse de Uribe, em 2002.

Tudo o que sabemos sobre:
Colômbia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.