Colômbia mostra ceticismo antes de reunião da Unasul sobre Venezuela

Ministros de bloco regional discutem crise diplomática entre os dois países hoje no Equador

Reuters

29 de julho de 2010 | 12h15

O ministro de Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermudez, disse ter poucas expectativas sobre a reunião da União das Nações sul-americanas (Unasul) desta quinta-feira, 28, em Quito, no Equador, que discutirá a crise diplomática entre Bogotá e a Venezuela.

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"Realmente não tenho altas expectativas. O secretário-geral (Nestor Kirchner) não vai à reunião. E vários ministros enviaram representantes", disse Bermúdez à rádio Caracol.

De acordo com o chanceler, alguns dos ministros da região não consideram conveniente a reunião. "Qualquer decisão requer consenso e já sabemos a posição de alguns países", acrescentou Bermúdez.

O ministro vai pedir que a Venezuela entregue guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que, segundo o governo de Alvaro Uribe, estão no país vizinho.

Bermúdez também descartou retirar as acusações feitas na Organização dos Estados Americanos (OEA) que levaram o presidente Hugo Chávez a romper relações diplomáticas com a Colômbia.

Para o chanceler colombiano, o governo do presidente eleito Juan Manuel Santos deve ter melhor sorte nas relações com a Venezuela.

"Tomara o governo que assuma tenha a possibilidade de conseguir a cooperação eficaz e não retórica da Venezuela nestes temas".  

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