Colômbia nega interferência para evitar libertação de reféns

Comissário nega declarações de Chávez sobre possível sabotagem em ação das Farc de soltar três seqüestrados

Agências internacionais,

23 de dezembro de 2007 | 16h54

O governo colombiano negou neste domingo, 23, que exerça algum tipo de interferência para evitar que a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) cumpram com seu anúncio de libertar três de seus seqüestrados.  Veja também:Colômbia aguarda a libertação de três refénsEntenda o que são as FarcCom Farc e Uribe pressionados, Colômbia tem ano otimistaCronologia: do seqüestro à perspectiva de liberdade "Não há nenhuma operação militar orientada a impedir que os seqüestrados sejam postos em liberdade", afirmou o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, em resposta ao chefe do Estado venezuelano, Hugo Chávez, que afirmou já ter definido os planos para receber três reféns a ser libertados pela guerrilha colombiana e previu que a operação será delicada e advertiu sobre uma possível sabotagem por parte do governo colombiano. A guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deve libertar em breve - segundo a imprensa de Bogotá, entre domingo e segunda-feira - e entregar a Chávez a ex-deputada Consuelo González, a assessora política Clara Rojas e seu filho Emmanuel, que nasceu durante o cativeiro.  No Sábado, Chávez insistiu que o governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, não quer um acordo humanitário. "Apesar de dizer que sim, eles não querem. Já tínhamos uma fórmula para libertar os reféns e o senhor presidente acabou com tudo de um dia para outro." A senadora de oposição colombiana Piedad Córdoba disse em Caracas, neste sábado, que espera uma "senha" de Chávez sobre a anunciada libertação. Ela e o governante venezuelano atuavam como mediadores na negociação de um acordo humanitário entre as Farc e o governo colombiano, suspensa pelo presidente Álvaro Uribe. Em declarações a jornalistas, a ex-mediadora também afirmou que as operações do Exército colombiano podem adiar a liberdade de Clara Rojas, Emmanuel e Consuelo Perdomo. Na quarta-feira, os rebeldes afirmaram que as três pessoas recuperariam sua liberdade, num ato de "desagravo" a Chávez.

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