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Colômbia oferece negociação direta com as Farc sobre reféns

O governo colombiano propôs naterça-feira negociações diretas com a guerrilha Farc para alibertação de dezenas de reféns, inclusive a ex-candidata apresidente Ingrid Betancourt, capturada há mais de cinco anos. A oferta foi feita pelo comissário de Paz do governo, LuisCarlos Restrepo, que em seguida embarcou para Paris, onde sereuniria com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, paradiscutir a questão dos reféns. Há forte pressão para que Bogotáliberte guerrilheiros presos em troca de cerca de 50sequestrados. Imagens de Betancourt e de outros reféns em cativeiros nafloresta, apreendidas pelo governo e mostradas nesta semana,provocaram comoção na Colômbia e no mundo. A ex-candidata, quetambém tem cidadania francesa, parece bem mais magra edesanimada. Recentemente, o governo colombiano suspendeu a mediação quehavia conferido ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. "Estou disposto a ir aonde as Farc quiserem", disseRestrepo. "Estamos respondendo ao clamor nacional einternacional, e é hora de este drama acabar, é umaprioridade." Mauricio Lizcano, membro da comissão parlamentar para apaz, disse que Restrepo levará a Paris uma proposta para que aFrança envie um delegado para uma eventual reunião com as Farc. As negociações até agora foram inviabilizadas pelaexigência das Farc de que o governo desmilitarize uma enormeárea na floresta. O presidente Alvaro Uribe diz que os rebeldespretendem usar tal área para se fortalecer. Restrepo disse que o governo já preparou um decreto visandoà libertação dos rebeldes presos assim que houver um acordo.Mas ele disse que os comandantes da guerrilha ainda precisamfornecer uma lista de nomes a serem incluídos no trato. As Farc (sigla de Forças Armadas Revolucionárias daColômbia) existem há 40 anos, e atualmente usam o tráfico dearmas e drogas para se financiar. O grupo ficou abalado com aspolíticas linha-dura de Uribe, apoiado pelos EUA, mas continualutando em áreas remotas. (Reportagem de Patrick Markey)

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