Colômbia oferece US$1 mi por assassinos de soldados

Guerrilheiros das Farc mataram nove militares; Exército reforça presença na região de atividade da guerrilha

estadao.com.br,

12 Novembro 2009 | 07h46

O governo colombiano ofereceu recompensas próximas de US$1 milhão por informações que permitam a "neutralização" de cabeças das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que atuam no sudoeste do país onde os rebeldes mataram nove soldados em um ataque à cidade de Corinto, informou na quarta-feira, 11, o Ministério da Defesa.

 

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"Dependendo do nível dos cabeças que se alcancem neutralizar graças a informação entregue à polícia, as recompensas podem chegar até 2 bilhões (de pesos)", diz um comunicado expedido esta noite pelo ministério. Horas antes de anunciar as novas medidas, o governo colombiano tinha decidido transferir 12 dos batalhões que formam a terceira divisão do Exército à zona do departamento do Cauca. No total, 2.500 militares foram enviados para a região, considerada estratégica para o tráfico de drogas e de armas.

 

O documento acrescenta que para combater a guerrilha, o governo determinou a criação do Comando Conjunto do Pacífico que agrupa a Terceira Divisão do Exército, a Força Naval de Pacífico e o Comando Aéreo de Combate Número 3. Um batalhão especializado na luta contra o narcotráfico já foi enviado para a região e se somarão dois pelotões blindados para garantir a normal mobilidade na região.

 

Além disso, será criado um corpo especial que terá permanente contato com os indígenas do setor. Programas de desenvolvimento social para estas comunidades também serão criados. Igualmente, se criará um corpo especial integrado pela Promotoria, o Corpo Técnico de Investigação (CTI), para agilizar o julgamento de guerrilheiros e auxiliares das Farc que sejam capturados.

 

A guerrilha colombiana das Farc matou terça-feira a nove militares e deixou feridos a outros quatro em um ataque ao município de Corinto, no sudoeste do país, no pior golpe que sofreu o Exército no que vai de 2009. No ataque, que começou na noite da segunda-feira e se prolongou até a manhã de terça-feira, teriam morrido também cerca de 30 guerrilheiros das Farc, segundo a imprensa local.

 

O governador do Cauca, Guillermo Alberto González, disse a Caracol Radio que as operações contra a coluna insurgente que realizou o ataque na madrugada de terça-feira são lideradas pelos comandantes das Forças Militares, general Freddy Padilla, e do Exército, general Óscar González. Ele acrescentou que a zona onde se registrou o ataque das Farc é um lugar muito difícil que faz limite com os departamentos de Valle del Cauca, Cauca, Tolima e Huila.

 

Nessa região montanhosa do sudoeste da Colômbia se assentaram várias guerrilhas liberais e comunistas desde meados do século passado por tratar-se de um corredor estratégico rumo ao centro e sul do país.

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