Colômbia ofereceu 70 megawatts de energia à Venezuela

País pode aumentar proposta; Venezuela enfrenta grave crise de energia e já decretou emergência elétrica

Efe

24 de fevereiro de 2010 | 18h37

A Colômbia poderia oferecer 70 megawatts (MW) de energia à Venezuela, que enfrenta uma grave crise energética, mas Bogotá prepara uma nova proposta de fornecimento, informou nesta quarta-feira, 24, o ministro venezuelano de Energia Elétrica, Ali Rodríguez.

 

"A delegação colombiana que nos visitou apresentou algumas propostas que estão sendo debatidas, eles mesmos disseram que trariam uma nova proposta hoje", disse Rodríguez.

 

O ministro fez as declarações a jornalistas na sede da Assembleia Nacional, onde se reunião com a Comissão de Energia para discutir o avanço do plano oficial para conter a crise energética nacional.

 

A delegação oficial colombiana apresentou "a oferta de 70 MW, tanto para o ocidente quanto para os Andes" venezuelanos, afirmou Rodríguez, de acordo com a imprensa local.

 

O ministro informou que qualquer resultado das negociações será informado à opinião pública por meio de uma "nota de imprensa", e que o plano de economia de energia está caminhando bem. O plano inclui apagões programados em todo o país, com exceção de Caracas, onde consumidores que desperdiçarem energia serão punidos com multas e cortes de luz.

 

"O consumo vai caindo em Caracas (...), estamos chegando perto da meta" de reduzi-lo em 20%, disse Rodríguez aos jornalistas.

 

A Venezuela vive uma grave crise energética que obrigou o governo a declarar emergência elétrica e que ameaça deixar o país às escuras em curto prazo.

 

Um informe de dezembro da Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec) sinalizou que o serviço elétrico iria entrar em colapso em todo país no mais tardar no próximo mês de maio, caso o nível da represa de Guri, geradora de 70% da energia elétrica venezuelana, continuasse caindo, e o consumo nacional seguisse crescendo.

 

A administração de Chávez atribui a crise à forte seca, enquanto a oposição acusa a suposta falta de previsão e investimentos no setor ao longo dos dez anos do governo chavista

.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.