Jose Miguel Gomez/Reuters
Jose Miguel Gomez/Reuters

Colômbia organiza missão para libertação de mais 2 reféns das Farc

Helicópteros brasileiros que auxiliam as operações já estão na cidade colombiana de Florencia

Efe,

11 de fevereiro de 2011 | 01h02

BOGOTÁ - A missão humanitária e os helicópteros brasileiros que auxiliam as operações chegaram nesta quinta-feira, 10, à cidade colombiana de Florencia, de onde partirão nesta sexta, 11, para um ponto da floresta para recolher dois reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Pelo planejamento da guerrilha, haverá, no total, cinco libertações em três processos, sendo que o primeiro deles aconteceu na quarta-feira, quando Marcos Baquero, vereador de San José del Guaviare, foi libertado em selvas do sul do país.

Se as condições meteorológicas permitirem, nesta sexta-feira delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a ex-senadora Piedad Córdoba resgatarão o vereador Armando Acuña e o infante da Marinha Henry López Martínez.

A operação esteve a ponto de ser cancelada pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que indicou que quase desistiu do processo ao ter conhecimento de que as Farc sequestraram mais dois funcionários de uma multinacional no sudoeste do país.

Os helicópteros, que por exigência das Farc levam o emblema da Cruz Vermelha, ficaram em hangares do aeroporto de Florencia, em meio a um forte esquema de segurança.

Os detalhes desta segunda operação foram repassados pelos integrantes da missão, na qual o Brasil colabora emprestando aeronaves e suas tripulações.

Se esta segunda missão fora concluída com sucesso, a terceira e última operação será realizada no próximo domingo, quando chegarão a Ibagué, capital do departamento de Tolima, o major da Polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel.

As Farc anunciaram em 8 de dezembro a libertação incondicional dos cinco reféns, sequestrados entre 2007 e 2010, como "gesto de humanidade" voltado a Piedad Córdoba, destituída do cargo de senadora por supostas ligações com a guerrilha.

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