Colômbia pede à Dinamarca que impeça doações a guerrilhas

A Colômbia pediu à Dinamarca que tomemedidas enérgicas contra as doações feitas às guerrilhas deesquerda colombianas, depois que um sindicato do país europeuofereceu uma contribuição a um dos líderes das Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc). O ministro das Relações Exteriores colombiano, FernandoAraujo, requisitou ao governo dinamarquês que investigue e punaresponsáveis por prover fundos às Farc, a principal guerrilhaesquerdista do país. "Esta é uma luta de todos os dias", disse ele ajornalistas. Segundo ele, muitos se deixam convencer porargumentos dos grupos que se apresentam como "promotores dademocracia no cenário internacional". A doação de 2.000 dólares -- por parte do ClubeProfissional do Sindicato da Construção, Indústria e Madeira --foi feita ao guerrilheiro Luis Edgar Devia, conhecido como RaúlReyes e porta-voz internacional das Farc. Os Estados Unidos e a União Européia (UE) classificam asFarc como grupo guerrilheiro, principalmente por sequestrarpessoas e mantê-las em cativeiro. Um de seus reféns maisconhecidos é a franco-colombiana Ingrid Betancourt, capturadadesde 2002, quando era candidata à Presidência. (Reportagem de Patrick Markey em Bogotá)

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