Colômbia pede acesso a sobreviventes de ataque às Farc

Pedido de acesso a três mulheres sobreviventes do bombadeio que matou Reyes é encaminhado ao Equador

Reuters,

26 de março de 2008 | 15h06

A Procuradoria da Colômbia pediu nesta quarta-feira, 26, à Justiça do Equador que lhe dê acesso a três mulheres sobreviventes do bombardeio em que morreu Raúl Reyes, um dos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), para determinar qual era sua missão no acampamento rebelde atacado. O pedido foi apresentado ao Ministério das Relações Exteriores para que seja encaminhada ao governo do Equador.       Veja também: No Brasil, Chávez defende uma Otan para a América do Sul Colômbia diz querer retomar o quanto antes relações com Equador   "Se a assistência judicial é recíproca como vem acontecendo, a Justiça colombiana poderá ter acesso a essas testemunhas-chave dentro da investigação", disse o procurador-geral da Colômbia, Mario Iguarán. A investigação das autoridades colombianas busca também esclarecer a presença do equatoriano Franklin Aizalia, morto no ataque, o que causou protestos do governo do presidente equatoriano, Rafael Correa. A Procuradoria espera a autorização para interrogar uma mexicana e duas colombianas que sobreviveram ao bombardeio às Forças Armadas da Colômbia numa região de selva no Equador, onde morreu, além de Reyes, outras 25 pessoas. As Farc são o maior grupo rebelde esquerdista da Colômbia, integrado por cerca de 17 mil combatentes e considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e a União Européia.   O ataque militar colombiano foi considerado por Correa um massacre que violou a soberania de seu país. Dias depois, ele rompeu relações diplomáticas com a Colômbia. Embora a crise tenha sido superada durante a Cúpula do Grupo do Rio, na República Dominicana, o Equador mantém uma atitude crítica perante a Colômbia e ainda não restabeleceu as relações diplomáticas com o país vizinho.   (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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