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Colômbia pede desculpas e Equador expulsa embaixador

Operação colombiana em território equatoriano levou à morte de Raúl Reyes, número dois das Farc

Efe,

03 de março de 2008 | 00h59

O Governo colombiano pediu neste domingo, 2, desculpas ao Equador pela incursão na "zona de fronteira" de helicópteros e militares colombianos para verificar o que aconteceu na operação que terminou com a morte de "Raúl Reyes", porta-voz internacional e número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Minutos depois, o presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou a "expulsão imediata" do embaixador da Colômbia em Quito.  Veja também:Colômbia diz que Equador mantém 'laços' com as FarcColômbia afirma que não violou a soberania do EquadorChávez envia tanques para a fronteira com a ColômbiaChávez diz que morte de número 2 das Farc foi ato 'covarde'Morte Raúl Reyes não deve afetar negociações, dizem FarcPresidente do Equador lamenta ataqueExército colombiano mata número dois das Farc "O Governo da República da Colômbia deseja apresentar ao Governo da República do Equador suas desculpas pela ação que se viu obrigado a antecipar na zona de fronteira", diz o documento lido esta noite em Bogotá pelo chanceler colombiano Fernando Araújo. Acrescenta que a ação consistiu na "entrada de helicópteros colombianos com pessoal das Forças Armadas no território equatoriano, para verificar o local". "O Governo colombiano nunca teve a pretensão ou a disposição de desrespeitar, vulnerar a soberania ou a integridade da irmã República do Equador, de seu povo ou de suas autoridades, pelas quais professou, historicamente, afeto e admiração", diz o comunicado oficial. Assegura o documento que na "ação" os militares colombianos recuperaram o corpo de Luis Edgar Devia, verdadeiro nome de "Raúl Reyes", do comando das Farc, três computadores, documentos e correspondência do "terrorista". Operação colombiana Segundo o documento colombiano, com informações da inteligência, foi preparada "uma operação para atacar um lugar em território colombiano" onde estavam 'Reyes' e outros guerrilheiros das Farc. Detalha que "no momento em que as unidades transportadas por helicópteros da Polícia (colombiana) estavam se aproximando, foram recebidas por intenso fogo de guerrilheiros localizados em nosso território, sendo iniciado um combate. Foi nesse momento que as unidades foram atacadas, de um lugar a menos de 1.800 metros da fronteira, em território equatoriano". Esclareceu que diante do ataque, os militares colombianos "reagiram e utilizaram a força em direção ao lugar de onde estavam sendo atacados" e que essa ação deixou um saldo de 12 guerrilheiros mortos, entre eles "Raúl Reyes". O Governo colombiano disse que perante a situação "foi indispensável que as tropas colombianas entrassem no território equatoriano para verificar o lugar de onde receberam disparos e ao qual atacaram". Ainda segundo o comunicado, os militares levaram os corpos de "Reyes" e outros rebeldes para o território colombiano para "evitar que a guerrilha os pegasse, cumprindo uma prática que costuma realizar, para acusar nossas forças de execuções extrajudiciais". O comunicado assegura que Reyes dirigia operações "criminosas" no sul da Colômbia e "clandestinamente, desde o território equatoriano sem o consentimento desse Governo". O Governo colombiano se comprometeu a indenizar os cidadãos equatorianos que possam ter sido afetados pelos ataques. No sábado, o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, havia assegurado que Uribe havia informado Correa sobre a operação. Resposta do Equador Em resposta ao ataque colombiano, o presidente do Equador, Rafael Correa, o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou a expulsão imediata do embaixador colombiano em Quito, Carlos Holguín, e o envio de tropas na fronteira com esse país. Correa solicitou ainda a reunião urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comunidade Andina de Nações (CAN) para tratar do assunto. Em cadeia nacional de televisão, Correa informou que tinha ordenado a "mobilização de tropas" na fronteira com a Colômbia e exigiu do Governo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, não só desculpas, mas "compromissos firmes de respeito ao Equador". A decisão de Correa foi tomada horas depois de o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ter ordenado o envio de dez batalhões militares na fronteira do país com a Colômbia e o fechamento da embaixada venezuelana em Bogotá, acusando Bogotá de pôr a América do Sul à beira da guerra. "Nós não queremos guerra, mas não permitiremos que o império americano nem seu cachorro, o presidente (colombiano Álvaro) Uribe, nos divida", disse. "Se a Colômbia fizer o mesmo na Venezuela, responderei enviando alguns Sukhois", disse, referindo a aviões de guerra comprados recentemente da Rússia.

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