Colômbia pede que Chávez não ofenda Uribe

Governo diz ver 'com bons olhos' o anúncio de que as Farc pretendem libertar três reféns

Efe,

19 de dezembro de 2007 | 00h44

O governo colombiano pediu nesta terça-feira, 18, ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que "modere" a sua linguagem, mantendo "uma atitude de respeito" pela Colômbia e pelo presidente Álvaro Uribe. O governo ainda afirmou que vê "com bons olhos" o anúncio de que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pretendem libertar reféns. Veja também:Chávez diz acreditar na libertação de reféns e critica UribeFarc estão próximas de soltar até três reféns, diz CubaMãe volta a pedir libertação de Ingrid Uribe acusa político dos EUA por falta de acordo "Consideramos pertinente que o presidente Chávez modere a sua linguagem e mantenha uma posição de respeito à Colômbia e ao presidente Uribe. Trata-se de consolidar um assunto humanitário e não de pisotear a dignidade de nosso país", disse em Bogotá o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo. Ele comentou o anúncio das Farc de que serão libertados Clara Rojas, companheira de chapa da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, de seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e da ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo. Restrepo criticou as declarações do governante venezuelano, em Montevidéu. Chávez chamou Uribe de "fantoche do império" dos Estados Unidos. "O governo da Colômbia não quer o acordo humanitário, não quer a paz. Há um peso muito grande que o impede de buscar a paz: é o Governo dos Estados Unidos, que não quer a paz porque é a melhor desculpa para instalar bases militares e milhares de soldados e unidades de operações especiais", disse Chávez. "O império instalou na Colômbia uma força que ameaça a revolução bolivariana", acrescentou. Restrepo falou duas vezes aos jornalistas. Primeiro, leu uma declaração na qual disse que o governo colombiano não tinha "outras fontes que permitam estabelecer a veracidade do comunicado" das Farc. Depois, pediu respeito a Chávez.

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