Colômbia pede que OEA vigie Nicarágua contra terrorismo

A Colômbia pediu nesta quinta-feiraque a OEA vigie a Nicarágua para que o país cumpra suasobrigações internacionais na luta contra o terrorismo, apósrumores de que o presidente Daniel Ortega teria se reunidorecentemente com rebeldes das Farc. Em um novo aumento das tensões diplomáticas entre os doispaíses, o embaixador colombiano na Organização dos EstadosAmericanos (OEA), Camilo Ospina, denunciou que o governo deOrtega teria dado indícios de proteger "terroristas" ao se opora condenações pelo uso de minas terrestres. "Se efetivamente for comprovado que o senhor Ortega sereuniu com terroristas procurados internacionalmente e nãocumpriu suas obrigações legais, pedimos à Justiça de Nicaráguaque investigue e sancione tal conduta, claramente violadora doscompromissos internacionais", disse Ospina. "E pedimos à organização que esteja atenta para ocumprimento das obrigações por parte do presidentenicaraguense", acrescentou em uma referência ao ConselhoPermanente da OEA. O chamado colombiano segue uma circular emitida pelaInterpol em Bogotá, na qual questiona a veracidade de rumoresda imprensa nicaraguense de que seis integrantes das Farcteriam estado em Nicarágua no final de semana passado para acomemoração do aniversário do triunfo da revolução sandinista. A circular se baseou em uma entrevista de uma jornalista dojornal La Prensa da Nicarágua para a rádio colombiana Caracol,que indicou que os integrantes das Farc, que não foramidentificados, foram a partir da Venezuela até a Nicarágua emum avião Cessna de propriedade da empresa estatal Petróleos deVenezuela (PDVSA). O governo venezuelano negou nesta quinta-feira o uso daaeronave da PDVSA, mas o governo da Nicarágua não se pronunciousobre as afirmações.

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