Colômbia pode adiar libertação de reféns, diz senadora

A libertação de três reféns pelosrebeldes colombianos pode ser retardada por causa do movimentode tropas do governo próximo à fronteira com a Venezuela, ondese espera que os sequestrados sejam soltos, afirmou nestasegunda-feira uma senadora envolvida nas negociações. Os guerrilheiros dizem que estão prestes a libertar ClaraRojas, capturada em 2002 durante a sua campanha àvice-presidência, Emmanuel, filho de Rojas, e a ex-parlamentarConsuelo González, levada em 2001. No entanto, as ações militares da Colômbia podem "atrasarou mesmo evitar" a libertação, segundo a senadora de esquerdaPiedad Córdoba afirmou a uma rádio local. Os militares afirmaram que não houve nenhum movimento forada rotina ou operações que impedissem a libertação. As famílias Rojas e González esperavam se reencontrar comos reféns para o feriado de Natal, mas nesta segunda-feira nãohavia nenhuma notícia a respeito da hora e do local da possívellibertação. A senadora Córdoba e o presidente venezuelano, Hugo Chávez,atuaram como mediadores junto às Forças Armadas Revolucionáriasda Colômbia, as Farc, em atividade há 40 anos. O presidente daColômbia, Álvaro Uribe, encerrou essas negociações no mêspassado, depois de acusar Chávez de quebrar o protocolo porfalar diretamente com um general colombiano sobre os reféns. Contudo, Chávez e Córdoba continuam envolvidosinformalmente, e as Farc dizem que querem entregar três refénspara Chávez ou para alguém designado por ele. O analista em segurança Alfredo Rangel, com base em Bogotá,afirmou que operações militares não retardariam a libertação. "A selva é enorme, e o Exército não controla tudo", disseRangel. "Se as Farc quiserem levar os reféns em direção àVenezuela ou para dentro da Venezuela, eles podem fazer."A libertação pode abrir o caminho para o fim de outrossequestros, entre eles o de três norte-americanos e o dapolítica Ingrid Betancourt, em troca de guerrilheiros hojedetidos nas prisões oficiais. As Farc estão atualmente na defensiva por conta daspolítica militar de Uribe, mas os guerrilheiros ainda controlamamplas áreas rurais e têm em seu poder cerca de 750 reféns. (Reportagem de Hugh Bronstein)

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