Colômbia poderá libertar mais reféns, diz ministro do Interior

Fabio Valencia afirma que assim que puder, o governo está pronto para realizar outras 'operações limpas'

BBC Brasil,

03 de julho de 2008 | 13h10

O ministro do Interior da Colômbia, Fabio Valencia, disse à BBC que o governo colombiano poderá lançar novas operações para libertar as centenas de reféns que continuam em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).   Veja também: Ingrid pede liga de países para libertar reféns das Farc Após 6 anos, Ingrid reencontra os filhos em Bogotá Uribe quer libertação de reféns para negociar  Ingrid Betancourt chega à França nesta sexta Americanos que estavam em poder das Farc chegam aos EUA Ouça o relato de Ingrid Betancourt (em espanhol) Exército enganou carcereiro das Farc, diz ministro Para ex-líderes colombianos, negociar é única saída para Farc Quem são os ex-reféns libertados pela Colômbia O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt Leia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid Betancourt Depoimento dos filhos de Ingrid (em espanhol)    "Quando puderem ser realizadas sem colocar em perigo a vida dos seqüestrados, tenha a certeza de que essas 'operações limpas' continuarão sendo feitas", afirmou Valência.   O ministro colombiano falou com a BBC horas depois da operação militar que libertou 15 reféns seqüestrados pelas Farc, incluindo a ex-candidata à Presidência da Colômbia, a franco-colombiana Ingrid Betancourt.   Valencia disse, porém, que o governo continua disposto a avançar no diálogo com as Farc "dentro das condições colocadas pelo presidente (Álvaro Uribe)".   "Não podemos deixar de aproveitar este momento", disse o ministro, acrescentando que "o presidente fez de novo um chamado para que, se a guerrilha quiser negociar, dentro dos parâmetros que ele colocou , o governo está bem disposto".   'Fim das Farc'   Valencia, que assumiu o cargo no fim do mês passado, liderou as negociações do governo com as Farc nos diálogos fracassados de Caguán, durante a administração de Andrés Pastrana, que governou a Colômbia entre 1998 e 2002.   O ministro também disse acreditar que a guerrilha esteja chegando ao fim. "É evidente a derrota política (das Farc), não só porque (o grupo) foi declarado terrorista no mundo inteiro, mas também por haver recebido golpes contundentes das Forças Armadas".   Valencia pediu mais apoio internacional ao governo colombiano.

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