Colômbia prende 24 acusados de pertencer a frente das Farc

Autoridades colombianas buscavam líder da frente 7 da guerrilha, conhecido como 'Alirio Rojas'

Efe,

10 de abril de 2008 | 16h11

As autoridades da Colômbia detiveram 24 pessoas acusadas de pertencer a uma frente da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em uma operação desenvolvida em seis localidades do país, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira, 10. Os acusados de pertencer à frente número 7 das Farc foram presos por agentes da promotoria colombiana e do Departamento Administrativo de Segurança (DAS), informou uma fonte da entidade de inteligência estatal. Veja também:Jobim diz que Farc serão recebidas a tiros se invadirem o BrasilBrasil é chave para acordo com Farc, diz SamperSinais particulares de Ingrid, por LoredanoConheça a trajetória de Ingrid Betancourt Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região   A operação foi realizada em Bogotá, Sincelejo (departamento de Sucre), Puerto Boyacá (Boyacá), La Victoria (Caldas), e San Martín e Lejanías (Meta). Segundo as fontes, as autoridades perseguiam o líder da frente 7 das Farc, conhecido como 'Alirio Rojas.' Os agentes do Corpo Técnico da promotoria e do DAS registraram nove terrenos da área rural avaliados em aproximadamente R$ 37 milhões. Em um dos assentamentos em um sítio de Meta, a 250 quilômetros ao sul de Bogotá, foi apreendida Haydée Liliana Molina Cruz, conhecida como 'La Negra', encarregada de conduzir os fundos da facção e suposta amante de Rojas. Neste mesmo lugar foram confiscadas 800 cabeças de gado e cerca de US$ 100 mil em bilhetes, acrescentaram as fontes.  Missão francesa Ainda nesta quinta-feira, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, afirmou que o fracasso da missão humanitária da França, para socorrer os reféns das Farc, indica que a guerrilha busca manter os reféns "como escudos humanos" e pediu para que o mundo "não se esqueça" dos rebeldes. A falha da missão mostra "que estes senhores das Farc parecem não ter interesse em um futuro político", disse o presidente colombiano, em nota divulgada na internet. O comando central da guerrilha disse em comunicado na terça-feira, 8, que a missão fracassou porque seu envio não foi previamente comunicado. O governo francês afirmou que, apesar das declarações das Farc, não desistirá da busca e libertação do grupo de reféns, que inclui a ex-candidata à Presidência Colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada pelos rebeldes há seis anos.

Tudo o que sabemos sobre:
FarcColômbiaIngrid Betancourt

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.