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Colômbia promete denunciar Chávez por apoio ao terrorismo

Álvaro Uribe diz que presidente venezuelano financia e patrocina 'genocidas' da guerrilha colombiana Farc

Agências internacionais,

04 de março de 2008 | 11h23

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, afirmou nesta terça-feira, 4, que denunciará o presidente venezuelano, Hugo Chávez, à Corte Penal Internacional de Haia por financiamento e patrocínio de grupos terroristas, como Bogotá classifica as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).  Veja também: Dê sua opinião sobre o conflito   Repercussão na imprensa internacional     Por dentro das Farc Entenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela  Colômbia deve invocar lei anti-terror da ONU na OEAFarc tentavam obter material radioativo, diz Colômbia Venezuela anuncia fechamento da fronteira com a ColômbiaColômbia deve 'pedido de desculpa' ao Equador, afirma AmorimAtaque no Equador frustra liberação de Betancourt, diz Correa Análise: 'É possível que as Farc se desarticulem'    "A Colômbia se propõe a denunciar na Corte Penal Internacional Hugo Chávez, presidente da Venezuela, por patrocínio e financiamento de genocidas", disse Uribe após visitar Gloria Polanco, uma das ex-reféns libertadas pela guerrilha na semana passada. O colombiano não deu detalhes dos argumentos que o governo colombiano oferecerá contra o líder venezuelano na Corte de Justiça de Haia. As operações comerciais terrestres entre Colômbia a Venezuela foram suspensas em meio à crise diplomática dos dois países, informaram nesta terça testemunhas e associação de transportes. A fronteira venezuelana foi fechada nesta terça, impedindo a troca de mercadorias.  Uribe também afirmou que seus compatriotas estão "firmes contra o terrorismo e seus patrocinadores", para que Colômbia "se livre de uma vez por todas deste pesadelo do terrorismo e de seus patrocinadores". "Não precisamos que simplesmente nos dêem 'tapinhas' no ombro para nos expressar os pêsames por nossos mortos, enquanto estão refugiando os carrascos da Colômbia", disse Uribe.  Na segunda-feira, o  chefe da Polícia Nacional da Colômbia, general Óscar Naranjo, disse que documentos encontrados em um laptop das Farc sugerem que o grupo teria negociado um pagamento de US$ 300 milhões com o governo da Venezuela. "Há um pagamento negociado pelas Farc junto ao governo do presidente Chávez de US$ 300 milhões para apoiar a causa terrorista", disse Naranjo em entrevista coletiva em Bogotá.  A informação, segundo Naranjo, estaria no computador pessoal do líder das Farc Raúl Reyes, morto no sábado pelo Exército colombiano em uma operação em território equatoriano. Naranjo não deixou claro se tem alguma informação sobre se o grupo teria ou não recebido o dinheiro.  Aliança com as Farc Segundo a BBC, o diretor da Polícia Nacional da Colômbia disse que essa e outras informações do computador de Reyes mostram uma "aliança" entre o governo venezuelano e a guerrilha. De acordo com Naranjo, também foi encontrada uma carta em que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, agradece a Raúl Reyes uma ajuda de 100 milhões de pesos (o equivalente a US$ 50 mil). O dinheiro teria sido recebido por Chávez em 1992, quando o líder venezuelano esteve preso, antes de chegar ao poder, após uma fracassada tentativa de golpe de Estado.  O governo colombiano disse que, em um dos documentos, as Farc dizem que Chávez enviaria algumas "cartucheiras velhas", que, na interpretação de Óscar Naranjo, significam fuzis. "Essas cartucheiras em nosso interpretação significam fuzis", disse Naranjo. "Esses documentos não somente levam a uma implícita proximidade, mas também a uma aliança armada entre as Farc e o governo da Venezuela."  O general também afirmou que as Farc teriam tentado comprar 50 quilos de urânio, sem, no entanto, explicar se o negócio foi concretizado.  No domingo, a Polícia Nacional da Colômbia já havia acusado um alto funcionário do Equador de manter vínculos com a guerrilha. O crise na região andina, que envolve a Colômbia, Equador e Venezuela, teve início no sábado, quando o Exército colombiano atacou um acampamento das Farc em território equatoriano e matou um grupo de guerrilheiros. A ação que também resultou na morte de Raúl Reyes, considerado o número 2 das Farc, gerou uma crise diplomática sem precedentes: o presidente do Equador, Rafael Correa, expulsou o embaixador colombiano de Quito e o presidente venezuelano fechou sua embaixada em Bogotá.

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