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Colômbia quer ajuda da Interpol com computadores das Farc

A Colômbia solicitou na quinta-feira àInterpol apoio para decifrar as informações contidas em quatrocomputadores confiscados de um líder guerrilheiro morto.Aparentemente, há evidências de ligação dos governos daVenezuela e do Equador com as Farc. O Departamento Administrativo de Segurança (DAS) -- centralde inteligência colombiano -- anunciou que tal apoio énecessário para fazer uma avaliação técnica dos computadores ede vários pen drives que contêm informações sobre as ForçasArmadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "O Departamento Administrativo de Segurança recebeuresposta oficial do senhor Ronald K. Noble, secretário geral daInterpol, informando o envio de uma equipe de especialistasaustralianos, coreanos e de Cingapura, que chegará ao país napróxima semana", disse um comunicado oficial. O governo do presidente Alvaro Uribe informou que, noscomputadores do chefe das Farc Raúl Reyes, foi encontrada umainformação que supostamente evidencia o apoio e os contatos dosgovernos do Equador e da Venezuela com a guerrilha, consideradapelos Estados Unidos e pela União Européia uma organizaçãoterrorista. A acusação da Colômbia foi feita em meio à crisediplomática que ameaça desencadear um conflito na região. A crise começou depois que as Farc bombardearam oterritório do Equador sem autorização de Quito, em um ataquedirigido aos guerrilheiros e no qual morreram Reyes e diversosoutros rebeldes. O presidente Rafael Correa qualificou o ataque da Colômbiaem seu território como um massacre que violou a sua soberania elogo rompeu relações diplomáticas com Bogotá. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também acusou aColômbia de violar a soberania do Equador, um de seus maispróximos aliados na região, e ofereceu ao país o seu apoio,expulsando o embaixador colombiano de Caracas. Venezuela e Equador, que negaram ter acordos ou ligaçõescom as Farc, reforçaram a presença militar nas fronteiras com aColômbia. Os governos de Chávez e Correa responderam às acusaçõesdizendo que os contatos que mantinham com a guerrilha eram decaráter humanitário, com o objetivo de libertar 40sequestrados, entre eles a ex-candidata à Presidência IngridBetancourt. A Central de Inteligência da Colômbia lembrou que osprincipais comandantes das Farc e outros 324 guerrilheirosdeste grupo fazem parte da lista da Interpol de pessoas a seremcapturadas em qualquer parte do mundo. (Reportagem de Luis Jaime Costa)

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