Colômbia registra mais de 27 mil desaparecidos entre 1988 e 2003

Mais de 27 mil pessoas desapareceram e, posteriormente, foram assassinadas por grupos armados ilegais na Colômbia entre 1988 e 2003 em meio ao conflito interno no país sul-americano, informou nesta segunda-feira um funcionário da Promotoria-Geral.

REUTERS

19 de outubro de 2009 | 20h26

O chefe da Unidade de Justiça e Paz da Promotoria, Luis González, disse que o total de 27.384 pessoas desaparecidas a força e assassinadas foi registrado durante três anos de viagens pelo país enquanto recebia denúncias, muitas admitidas por guerrilheiros e paramilitares.

O número supera as mais de 3 mil denúncias de desaparecimentos no Chile durante a ditadura militar e chega perto dos 30 mil casos de pessoas sequestradas, torturadas e assassinadas na Argentina durante sua última ditadura, segundo denúncias de organismos de direitos humanos.

González disse à rádio Caracol que a maioria dos casos, cerca de 75 por cento, é atribuída pelas famílias das vítimas aos esquadrões paramilitares de ultradireita e os demais às guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército da Libertação Nacional (ELN).

De acordo com funcionários judiciais da Colômbia, os integrantes de grupos armados que não confessarem os desaparecimentos forçados e os assassinatos poderão ser investigados e castigados pela Corte Penal Internacional a partir de 1o de novembro, quando vence a prorrogação de sete anos que o país pediu ao tribunal.

O funcionário sustentou que a maior parte das pessoas desaparecidas e assassinadas na Colômbia era camponeses humildes dedicados à atividade agrícola, à pecuária ou ao comércio.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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