Colômbia resgata três oficiais que eram reféns das Farc

Soldados colombianos resgataram três oficiais sequestrados pela guerrilha Farc, inclusive um general da polícia que passou quase 12 anos em cativeiro, em mais um golpe para o enfraquecido movimento rebelde, disseram autoridades no domingo.

PATRICK MARKEY, REUTERS

14 de junho de 2010 | 08h20

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) têm sofrido duros golpes nestes quase oito anos de governo do presidente Álvaro Uribe, que tem apoio militar dos EUA para enfrentar guerrilheiros e traficantes. Acuada, a guerrilha ainda mantém alguns redutos nas selvas e montanhas, e permanece com alguns reféns.

Uribe disse que o general Luis Mendieta, mais graduado e antigo refém das Farc, e o coronel Enrique Murillo estão entre os 22 policiais e militares resgatados.

"Eles estão ambos nas mãos das nossas Forças Armadas", disse o presidente.

A ação pode contribuir com a vitória, no dia 20, do ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos no segundo turno da eleição presidencial. Com apoio de Uribe, ele venceu o primeiro turno com ampla margem sobre o ex-prefeito de Bogotá Antanas Mockus.

Essa foi a mais importante libertação de reféns desde a missão, em 2008, que recuperou a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt e três norte-americanos que haviam sido sequestrados durante uma missão antidrogas.

Mendieta e Murillo, os dois oficiais citados por Uribe, foram capturados na invasão da guerrilha na cidade de Mitu, província de Vaupes, em novembro de 1998. Desde então, foram vistos apenas em vídeos ocasionais divulgados pelas Farc.

"Não dá para acreditar, sou a mulher mais feliz do mundo, estou morrendo de vontade de abraçá-lo após tantos anos de ausência", disse María Teresa de Mendieta, mulher do general.

Nos últimos anos, a outrora poderosa guerrilha Farc teve vários comandantes mortos, e milhares de combatentes desertaram. Mas o grupo marxista, acusado pelo governo de envolvimento com o narcotráfico, ainda mantém certo poder. Em dezembro, um comando sequestrou e assassinou o governador de Caquetá, e no mês passado os rebeldes mataram nove fuzileiros navais que participavam da invasão de um acampamento guerrilheiro.

A segurança melhorou no governo de Uribe, quando sequestros e atentados se tornaram mais raros. As Farc agora recorrem principalmente a emboscadas e minas para enfrentar as patrulhas militares.

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