Colômbia resistirá ao 'projeto expansionista' de Chávez

Embaixador de Bogotá na OEA rechaça 'insultos' aos 'colombianos de bem' feitos pelo líder venezuelano

Agência Estado e Associated Press,

24 de agosto de 2009 | 12h18

O embaixador da Colômbia na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Alfonso Hoyos, afirmou que Bogotá rechaçará as ações do "projeto expansionista" do governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Hoyos rechaçou os "insultos" do dirigente venezuelano a seu país.

 

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O pronunciamento de Hoyos foi feito em um breve comunicado, divulgado pela presidência colombiana no fim do domingo, 23, pela internet. O governo do presidente Álvaro Uribe apontou que "de nenhuma maneira se pode tolerar que se insulte colombianos de bem". O embaixador já afirmou que a intenção da Colômbia é deixar anotado ante a OEA as declarações de Chávez, como um elemento de ingerência nos assuntos internos colombianos.

 

No domingo, Chávez afirmou que tinha o direito de "dirigir-me ao povo da Colômbia" e de enviar sua mensagem "bolivariana". "Deve se fazer todo o possível para que minha palavra chegue aos colombianos. A oligarquia de lá tem medo dessa mensagem. Deve se fazer por todos os meios, porque querem nos associar com a guerrilha e nós não temos acordos com a guerrilha, muito menos com o narcotráfico", assegurou Chávez em seu programa "Alô Presidente".

 

Em 16 de agosto, Chávez publicou anúncio de página inteira nos principais jornais da Colômbia, com uma mensagem a seus colegas da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), criticando a negociação entre Bogotá e Washington para ampliar a cooperação militar. O convênio foi descrito como uma "ameaça" para Caracas.

 

Chávez já disse várias vezes que a presença militar norte-americana era parte de um suposto plano para "se apoderar" das riquezas petroleiras venezuelanas".

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